Lucro da Minerva cai 95% no 1º trimestre

A Minerva Foods teve queda de 94,7% no lucro líquido do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 2,5 milhões, impactada pela apreciação do real frente ao dólar, afetando rentabilidade nas exportações, e pela redução momentânea da demanda após a divulgação da Operação Carne Fraca.

A receita líquida da companhia caiu 8,4%, para R$ 2,1 bilhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) somou R$ 197,6 milhões, redução de 21,5% na comparação anual, impactado principalmente pela depreciação de 19,3% do dólar médio no primeiro trimestre. A margem Ebitda fechou março em 9,2%, ante 10,8% no mesmo período de 2016 e 9,8% em dezembro do ano passado.

A companhia teve redução na demanda nas últimas duas semanas do primeiro trimestre diante da divulgação da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Com o anúncio da investigação sobre potencial corrupção e fraude envolvendo fiscais federais agropecuários e funcionários em algumas plantas frigoríficas brasileiras, em 17 de março, compradores de carnes brasileiras suspenderam temporariamente as compras de produtos do país. Quando a operação foi divulgada, a Minerva resolveu segurar os embarques como medida conservadora, o que elevou os estoques, conforme explicou o presidente Fernando Galletti de Queiroz em teleconferência com analistas na terça-feira (9).

“O impacto da Carne Fraca para a Minerva nas exportações se deu através de um atraso de embarques que estavam programados. No mercado brasileiro, o impacto principal se deu nas carnes processados; as carnes in natura sofreram um pouco menos”, disse Queiroz.

A Minerva, que tem operações no Brasil, Uruguai, Paraguai e Colômbia, também conseguiu rapidamente remanejar parte de sua produção do Brasil para outras unidades na América do Sul, de forma a atender à demanda de países que suspenderam parcialmente as compras de produtos brasileiros.

“Este movimento suavizou o impacto da redução de acesso do Brasil e demonstrou claramente a importância da diversificação geográfica como instrumento de proteção e gestão de risco”, informou a empresa em comunicado.
Queiroz disse que as exportações de carne bovina brasileira já praticamente retornaram à normalidade. “Os principais efeitos que estamos vendo em redução de consumo no mercado interno é muito mais pela situação econômica que o Brasil está vivendo do que pela Carne Fraca”, acrescentou.

No primeiro trimestre, a Minerva abateu 522 mil cabeças, 0,8% acima do registrado no mesmo período do ano passado e 9% acima do total abatido no quarto trimestre de 2016. Apesar da queda na receita líquida total, a empresa registrou aumento de 4,4% no volume de vendas da Divisão Carnes no mercado interno em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para 45,3 mil toneladas, mesmo com um cenário de recessão econômica no Brasil. Já no mercado externo, o volume de vendas caiu 6,6%, para 83,3 mil toneladas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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