Em tempos de crise, empresas concorrentes podem ser parceiras

Em meio à toda essa instabilidade política que tem se refletido nos negócios e a crescente inserção de tecnologias nas mais diversas atividades, as empresas precisam ser criativas para se manterem competitivas no mercado. E embora muitos considerem estranha a troca de experiências entre empresas concorrentes, alguns encontros já estão sendo agendados por empresários e executivos. A interação, que acontece quando profissionais do mesmo ramo se unem, culmina na transferência de conhecimento e no cruzamento de demandas em comum, revelando que as organizações compartilham dificuldades similares.

E aí vale a pena lembrar a história de Sam Walton, fundador da rede Wal- Mart, que é considerado uma referência quando o assunto é varejo. De uma pequena loja nos EUA até um império que se expandiu para o mundo, a rede deve a ele a coragem de romper com os padrões do comércio e, literalmente, conhecer o concorrente. Walton não se fazia de rogado. Com seu inseparável boné, ele ia até as lojas concorrentes e, munido de um bloquinho, anotava tudo, como a disposição dos produtos nas gôndolas, preços, atendimento e, principalmente, as promoções. O que lhe agradava ele copiava e implantava em suas lojas. Por outro lado, também via o que não deveria fazer de jeito nenhum.

O que Walton fazia é o que passou a ser chamado de benchmarking, que quer dizer marco ou ponto de referência. Ir até o concorrente, conhecer suas práticas e por que não? copiar o que os outros fazem bem feito não é errado. Ao contrário: hoje em dia, é comum que as empresas, grandes ou pequenas, procurem se espelhar em seus concorrentes para melhorar seu desempenho. Mas, o que não pode, é usar de meios ilegais para obter dados confidenciais, pois isso é crime.

Então, não custa nada seguir o exemplo do chamado “gênio do varejo” e ficar de olhos bem abertos ao que o concorrente está fazendo. E, dependendo do que ele fizer, adaptar as boas práticas ao negócio pode ser uma grande vantagem competitiva. Agora, o que não se deve fazer é abrir os números da empresa e nem contar os planos e estratégias para aumentar a competitividade, mas existem outras formas de trabalhar com a concorrência, com benefícios para todos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *