Economia brasileira continua em lenta recuperação
O Monitor do PIB-FGV, com informações até maio do corrente ano mostra que, na série dessazonalizada, o PIB apresentou retração de 0,90% no mês de maio quando comparado ao mês de abril. Na comparação com os mesmos períodos do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 0,7% em maio com destaques positivos para o desempenho das atividades da agropecuária (+6,1%), transformação (+4,2%) e transportes (+3,5%). Na taxa trimestral móvel de março-abril-maio, o PIB apresentou variação de -0,04%, retornando à trajetória de melhora que vinha apresentando nesta comparação, desde o início de 2016. Em termos monetários, o PIB acumulado em 2017 até o mês de maio, em valores correntes, alcançou a cifra de R$ 2,671 trilhões.
O consumo das famílias apresentou recuo de 0,6% no trimestre móvel findo em maio, na comparação com o mesmo trimestre em 2016; esta variação é a menos negativa desde o trimestre findo em fevereiro de 2015 (-0,5%). O consumo de produtos semiduráveis já vinha apresentando contribuição positiva desde o trimestre findo em março do corrente ano, e esta contribuição continua se ampliando chegando a 0,7p.p. no trimestre findo em maio. O destaque desse mês deve-se a contribuição do consumo de produtos duráveis que apresentou sua primeira contribuição positiva desde o trimestre findo em abril de 2014. O indicador que cresceu 2,2% no trimestre findo em maio, contribuiu em +0,2p.p. para a taxa de variação total do consumo das famílias.

A formação bruta de capital fixo (FBCF) apresentou retração de 3,6% no trimestre móvel findo em maio em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior. Apesar de máquinas e equipamentos continuarem em patamar positivo, com variação de 4,0% no trimestre móvel findo em maio, o componente da construção continua tendo forte impacto para a queda da FBCF, o que prejudica a retomada dos investimentos. A taxa trimestral móvel do componente da construção retraiu 8,4% no trimestre móvel findo em maio, contribuindo, portanto com -4,5p.p. para o total da FBCF.
A exportação apresentou crescimento de 1,8% no trimestre móvel findo em maio em comparação ao mesmo período de 2016. A exceção das variações negativas de produtos agropecuários (-7,7%), bens de consumo não duráveis (-19,2%) e de serviços (-1,1%), todos os demais componentes da exportação apresentaram variação positiva, nesta comparação.
A importação cresceu 2,3% no trimestre findo em maio, na comparação com igual período do ano anterior. Apesar de positiva, esta taxa vem em trajetória descendente após atingir o ápice no trimestre móvel findo em fevereiro do corrente ano (+12,4%). Conforme observado no Gráfico 6, o componente de bens de capital contribuiu negativamente para a diminuição da taxa das importações; a retração de bens de capital no trimestre móvel findo em maio foi de 24,2%, o que resultou em uma contribuição de -2,6p.p. no total das importações. O principal componente positivo continua a ser a importação de bens intermediários que cresceu 14,6% neste trimestre e contribuiu em 5,7p.p. para o total da importação.








