O momento é propício para planejamento financeiro e de carreira

Foi-se o tempo que a carreira de um profissional se desenvolvia apenas em uma empresa. Se há décadas quem entrava em uma companhia só saia dela para se aposentar, hoje o tempo médio de permanência de executivos em empresas é de algo entre três e quatro anos -  o que leva á  necessidade de o profissional zelar, ele próprio, por seu planejamento financeiro e de carreira.

De acordo com o consultor da DBM, especializada em gestão de capital humano, Luiz Concistré, neste cenário, saber se prevenir financeiramente e atrelar o planejamento financeiro ao de carreira é essencial não apenas para manter o padrão de vida, mas também para que se aproveite eventuais oportunidades que surjam no mercado.

Ele lembra que antigamente quem precisava manter uma reserva financeira eram os profissionais que atuavam como consultores. Hoje isso deve ser considerado por qualquer profissional, de todos os setores da economia. Afinal, não existe mais garantia de trabalho, nem de entrada de receitas todos os meses, explica. Concistré alerta que quem se acostumou ao cenário verificado no passado, de grande demanda por profissionais e salários ascendentes, deve aproveitar o momento para revisar suas crenças e assumir um compromisso com a disciplina e com a criação de uma reserva financeira.

A primeira ação para isso, segundo o consultor, é reconhecer o perigo com o qual convivem executivos de todos os níveis: o de projetar como perene a renda atual. Este é o principal erro cometido por quem não adota planejamento financeiro. Considerar o padrão de receitas como permanente tende a levar o profissional a assumir compromissos financeiros impagáveis no futuro. በimportante pensar que, se hoje um profissional está diretor, amanhá ou depois pode não estar mais”, observa.

Para desenvolver um planejamento financeiro com chances de resultados efetivos, Concistré ressalta a importá¢ncia de adotar o caminho do bom senso. Segundo ele, é obrigatório ter em mente que a criação de uma reserva financeira estratégica demanda lógica. Ela deve considerar, por exemplo, que gastos com escola e plano de saúde não devem ser cortados.

Outro item essencial, segundo o consultor da DBM, é adotar como foco o longo prazo. Ele explica que o profissional não pode desconsiderar que, em dez anos, muitas coisas mudarão em sua condição e em sua carreira. Por isso, deve alinhar o planejamento financeiro com os objetivos que tem para sua carreira, explica. Trata-se, de acordo com ele, de um desafio para diversos profissionais. As empresas antigamente gerenciavam a carreira do individuo, o que, no entendimento de muitos, facilitava sua vida, já que o profissional contava com um projeto de carreira previamente traçado. Hoje, o cenário é outro. Cabe ao individuo planejar seus objetivos, determinar onde quer chegar , quando e como. Não há mais carreiras administradas apenas pelas empresas, a despeito de muitos executivos ainda se comportarem como se isso fosse realidade. በessencial traçar um plano para a própria trajetória profissional e atrelá-lo ao planejamento financeiro”, acrescenta Concistré.

Soma

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