Preço, qualidade e embalagem motivam consumidores a comprar mais produtos de marcas próprias

O mercado de marcas próprias vem apresentando crescimento constante desde que foi lançado no Brasil, há mais de duas décadas. Segundo a último estudo divulgado pela Nielsen, no ano passado em relação a 2015, enquanto as marcas próprias cresceram 13,4%, as marcas dos fabricantes tiveram incremento positivo de 9,6%. Os produtos de marca própria que mais contribuíram para esse bom resultado foram papel higiênico com um aumento nas vendas de 25%, feijão com 19% de alta e óleo de cozinha com uma demanda 18% maior.

Eu conversei nesta sexta-feira (21) com o gerente de marcas exclusivas do Grupo Pão de Açúcar e Extra, Rafael Berardi, e ele me disse que no caso do Pão de Açúcar as vendas médias de produtos de marca própria aumentaram 6%, no ano passado, mas os produtos da cesta básica e de limpeza tiveram uma demanda bem superior, passando dos 10%. Rafael Berardi me explicou que a grande vantagem de um produto de marca própria é o preço, que chega a ser 20%  mais barato do que o dos fabricantes e no caso dos produtos de limpeza a diferença chega a 50%. E num período de crise, como o que estamos atravessando, o efeito se amplifica. Agora, não basta apenas preço. De acordo com o gerente do GPA, o consumidor quando compra este tipo de produto busca qualidade e, curiosamente, a embalagem também acaba pesando. Se ele vê uma embalagem branca e quadrada considera o produto como genérico. Mas, se a embalagem for moderna e apresentar um bom design, o produto é visto com outros olhos.

O Grupo Pão de Açúcar tem mais de 5 mil produtos de marca própria.

O Pão de Açúcar foi uma das redes pioneiras a lançar produtos de marca própria. Isso aconteceu há 25 anos. Hoje, o Grupo possui um portfólio bem extenso, com mais de 5 mil itens nas categorias limpeza, alimentos, higiene pessoal, artigos para casa e decoração e até vinhos.

Mas, mesmo apresentando expansão nos últimos anos, o desenvolvimento de Marcas Próprias no Brasil é um dos mais baixos do mundo. Enquanto a média global chega a 16%, no Brasil, a participação é de apenas 5%. Segundo me explicou Rafael Berardi, este baixo porcentual se justifica ao fato de que não é todo varejista que aposta na marca própria, sendo que este segmento ainda está construindo a sua credibilidade no País.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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