Indústria busca recuperação enquanto agronegócio bate recorde de produção no Paraná

Ágide Meneguette.

Semelhantes quanto à importância, a indústria e o agronegócio paranaenses reagem de forma distinta à “ressaca” da economia, que começa a apresentar sinais de recuperação de indicadores importantes, como inflação e emprego. No primeiro semestre do ano, enquanto o agronegócio bateu recorde em produção e produtividade, aumentando a oferta de grãos e colocando o Estado em relevo, a indústria continua lutando para superar os efeitos da crise.

“O agronegócio tem sido a saída para a crise, que poderia ser maior se não fosse o setor. A encruzilhada são os preços que estão baixos, desestimulando a produção. O preço do milho chegou abaixo do custo de produção e há a falta de políticas públicas que estimulem a produção”, avalia o presidente da Federação da Agricultura no Estado do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette.

As oportunidades para os setores e para a economia serão debatidas por especialistas – como o ex-senador e engenheiro agrônomo, Osmar Dias, e a comentarista Salete Lemos – na 1ª FeinaCoop (Feira Nacional de Negócios para Cooperativas), que acontece de 19 a 21 de setembro, no Expo Arapongas, no Norte do Paraná. As palestras têm vagas limitadas e taxa para inscrição. O evento, promovido pela Mark Messe, terá ainda uma feira com 8 mil m² de área com diversas empresas expondo seus produtos e serviços, além de Dia de Campo.

Edson Campagnolo.

O presidente da Federação das Indústrias Estado do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, ressalta que, em maio, houve sinais de recuperação, com as vendas do setor industrial crescendo 10,87% em relação a abril. Porém, mesmo com esse aumento, as vendas acumuladas de janeiro a maio de 2017 tiveram queda de 8,77% em comparação com o mesmo período de 2016.

“Assim como todos os segmentos da economia nacional, a indústria foi fortemente impactada por esta crise econômica que o país ainda tenta superar. A indústria paranaense não fugiu à regra e, de 2014 a 2016, acumulou queda de 20,56% em suas vendas. Com isso, é possível dizer que o nível de vendas industriais paranaenses dos cinco primeiros meses deste ano se equivale ao que foi registrado no mesmo período de 2004”, ressalta Campagnolo.

Fugindo à regra, oito dos 18 setores pesquisados pela Fiep apresentaram resultados positivos de vendas nos primeiros cinco meses do ano. Os que tiveram maiores aumentos foram os de ‘Celulose e Papel’ (+28,58%), ‘Veículos Automotores’ (+12,41%) e ‘Material Eletrônico e de Comunicações’ (+8,81%). Por outro lado, entre os dez setores em queda, os que apresentaram maiores retrações foram os de ‘Edição e Impressão’ (-39,52%), ‘Têxteis’ (-27,28%) e ‘Vestuário’ (-23,63%).

Para Campagnolo, apesar de ser impossível dizer que uma crise tenha um lado positivo, ela ao menos fez com que as empresas revisassem seus processos produtivos e readequassem suas estruturas, assim como estimulou o lançamento de novo produtos ou a busca de novos mercados por aquelas que procuraram aumentar as exportações.

“O Brasil e o Paraná possuem cadeias produtivas com potencial exportador, que podem dar uma boa resposta para a recuperação e o crescimento de nossa economia. Em resumo, o lado positivo disso tudo é que muitas das lições aprendidas pelas indústrias nesse período de crise servirão para impulsionar as empresas quando houver a efetiva retomada do crescimento”, opina o presidente da Fiep.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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