Stival Alimentos investe quase R$ 2 milhões em reposicionamento da marca Caldo Bom

Matheus Stival, diretor de planejamento da indústria, na linha de produção.

Uma estratégia de reposicionamento de marca que levou cerca de um ano e deve permitir aumento do faturamento e do número de produtos sem a necessidade de outros investimentos em novos parques industriais. Esse foi o caminho encontrado pela Stival Alimentos para seguir crescendo mesmo num período de recessão econômica.

O processo começou em 2016 após avaliação do conselho da empresa de concentrar os esforços na marca mais forte, a Caldo Bom, lançada em 1980 e que tem grande prestígio junto aos consumidores. O feijão Caldo Bom, carro-chefe da marca, é, há oito anos consecutivos, o mais vendido da região Sul. “A inovação corre na veia da nossa empresa. E faz parte do nosso perfil investir ainda mais em épocas de crise para estar preparado para a melhora da economia e o aumento do consumo que tende a vir na sequência”, avalia o presidente da empresa, Alexandre Stival.

Com aumento no faturamento de 36% em 2016, empresa espera crescer mais 19% em 2017.

O reposicionamento foi feito em etapas, de maneira abrangente, e finalizado no primeiro semestre de 2017. Uma consultoria foi contratada para repensar por completo o design das embalagens de todas as linhas de produtos. Após um trabalho de análise de mercado, que durou aproximadamente três meses, a empresa optou por um visual único, consistente e impactante. “As antigas embalagens não geravam identificação com o consumidor. Além das marcas diferentes nos produtos, cada embalagem tinha uma cor e um modelo. Agora há um guide em que qualquer linha de produto tem sempre a mesma estrutura”, comenta Matheus Stival, diretor de planejamento da indústria.

A empresa investiu aproximadamente R$ 1 milhão entre 2016 e 2017 no redesign de todo o portfólio de embalagens e reposicionamento da marca Caldo Bom. Linhas estratégicas de produtos também passaram a ser valorizadas, como a de Mix de Grãos e a de Pratos Semiprontos. Fez parte do projeto ainda a retirada do mercado da marca Stivali e os produtos que estavam sob esse “guarda-chuva” passaram a integrar as linhas Caldo Bom. Essa última etapa do processo consistiu na troca das embalagens, família por família. “Graças à mudança garantimos maior presença no ponto de venda e oferecemos uma diversidade incrível de produtos ao consumidor”, diz Alexandre. Até o final do ano, a empresa planeja investir ainda R$ 900 mil em ações de divulgação e fixação da marca.

O reposicionamento de marca acontece num momento bastante positivo e estratégico para a Caldo Bom. Com aumento no faturamento de 36% em 2016, a empresa espera um crescimento de mais 19% em 2017. A expectativa está baseada também, e principalmente, no avanço geográfico das vendas. A marca, que já é líder na região Sul, vem crescendo significativamente em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal.

Em 2015, a empresa investiu numa reforma completa da fábrica, em Campo Largo (PR), com redesenho de linhas de produção, aquisição de maquinário e implantação de novos controles de qualidade. As mudanças garantiram um aumento de 50% na capacidade produtiva. Hoje, a empresa tem mais de 300 produtos no portfólio. O centro logístico da marca tem área de 5.300 metros quadrados e capacidade de estocagem e distribuição de 22 milhões de quilos de produtos industrializados por ano. Além disso, o modelo de logística da empresa na região de Curitiba, com freteiros exclusivos para a marca, se tornou referência no setor por garantir agilidade na distribuição sem necessidade de investimentos em frotas próprias.

Crédito das fotos -: Valterci Santos

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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