Termo empresas estressadas, comum na Europa e Estados Unidos, passa a fazer parte também do vocabulário corporativo brasileiro
O estresse é considerado um dos maiores males da atualidade. Ele tem atingido profissionais das mais diversas categorias e agora passou a fazer parte do vocabulário das empresas. O termo “empresas estressadas”, já é bastante usado nos Estados Unidos e na Europa, e designa companhias em situações de dificuldades financeiras pelas mais diversas situações. No Brasil, depois de uma série de eventos negativos no campo político e econômico, a corrupção desvendada em níveis nunca imaginados, seguida de desconfiança das decisões judiciais que envolvam os crimes políticos, bem como do total descontentamento para com os representantes em todos os níveis, tem levado os indicadores econômicos a um desolador cenário de retração. Nesse contexto, é exigido das empresas um esforço muito maior para manter a competitividade e produtividade.
E situações de grande estresse, podem levar à tomada de decisões erradas ou inconsequentes, ocasionando o agravamento da crise e da situação financeira da empresa. O resultado é o caos diário na gestão e na operação da empresa. Com esse clima, pequenos problemas do dia a dia podem se transformar em grandes, ante a situação precária e nervosa que contaminou toda a empresa, levando a resultados ainda piores.
O importante é que o estresse das empresas pode ser evitado. A advogada especialista em recuperação judicial, Mara Denise Poffo Wilhelm, aponta algumas medidas a serem tomadas. A primeira delas é que os gestores tenham sempre acesso aos resultados da empresa, realizando diariamente a análise contábil e financeira. Essa atitude possibilita que os momentos difíceis sejam previstos com antecedência, permitindo um tempo maior ao gestor para se programar a resolver o problema considerando o cenário projetado.
O segundo item fundamental é ter uma equipe qualificada. A empresa precisa estar em constante inovação e, para isso, a sua equipe deve acompanhar essa necessidade de crescimento. Precisa estar preparada para as mudanças e ajudar o gestor com dicas e ideias, apresentando resultados. O comodismo de alguns funcionários, preocupados apenas em realizar suas funções, sem buscar aperfeiçoamento, é fator de retrocesso nas empresas.
Por fim é importante ficar atento às oportunidades. O período turbulento irá passar, pois a economia é cíclica. Essas oportunidades, segundo Mara Wilhelm, podem ser tanto relativas a crescimento, como por exemplo: fusões, aquisições, ou mesmo mudança de segmento produtivo, localização estratégica da empresa ou criação de novas unidades, tanto no país como fora dele. Já para empresas em crise mais profunda, a oportunidade pode estar em uma grande reestruturação nos negócios, analisando-se diversos fatores, dentre eles, a margem de contribuição de seus produtos e a descontinuidade da linha de produção. Se não for possível reverter os resultados e a diminuição nos custos, a venda de ativos deve ser considerada. Existe, ainda, o benefício da recuperação judicial, que proporciona um “fôlego” nas finanças empresariais e que, se for bem assessorada, pode colocar novamente a empresa “nos trilhos”.








