Programas de fidelidade ajudam a reter clientes e ampliam vendas no varejo

Em tempos de crise, freio no consumo e grande concorrência, o varejo tem encontrado muitos desafios, que passam pela conquista de novos consumidores e, principalmente, pela retenção dos clientes, visando o aumento de vendas e do valor do ticket médio. Aliás, esses são aspectos fundamentais para o aumento do lucro e do desenvolvimento do setor varejista. Só para se ter uma ideia, para conseguir um novo cliente, o custo é dez vezes maior do que vender para um já existente. E não só isso. Em média, os clientes fiéis a uma loja gastam 67% a mais do que os novos consumidores.

Por isso, é que os varejistas têm investido em um tipo de iniciativa que cresce ano após ano, que são os programas de fidelidade. Segundo informações que eu obtive na Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), o número de brasileiros inscritos em programas de fidelidade cresceu 15% no ano passado, somando 90 milhões de pessoas.

Normalmente, os programas de fidelidade oferecem aos clientes uma mercadoria gratuita, recompensas, cupons ou até produtos lançados com antecedência. No momento de optar por um programa de recompensa, o lojista deve criar um programa de fidelidade baseado em pontos, mantendo as conversões simples. Embora seja a forma mais comum de programas, não é necessariamente aplicável a todos os tipos de negócio. Funciona melhor para empresas que incentivam compras frequentes e de curto prazo, como lojas de conveniência, farmácias, restaurantes, entretenimento e afins.

Agora, muito mais do que dar recompensas genéricas de acordo com a pontuação que o consumidor possui, hoje já existe a possibilidade de criar um programa de fidelidade usando Big Data – ou seja, como se o lojista tivesse criando um programa de fidelidade para cada cliente. Por exemplo, para os clientes que gastaram acima de R$300 em um mês, podem receber um desconto X em determinado produto ou grupo de produtos. As possibilidades são infinitas.

Outra forma é fazer parcerias com outras empresas para oferecer ofertas. Parcerias estratégicas para fidelização de clientes, como os conhecidos clubes de descontos, podem ser super-efetivas para a retenção de clientes e vão contribuir para o crescimento do negócio.

Por fim, encontrar um equilíbrio entre recompensas possíveis e desejáveis é um desafio para a maioria das empresas ao criar um programa de fidelidade. Uma maneira de combater isso é implementar um sistema em níveis que recompensa a fidelidade inicial e encoraja mais compras. Nesse caso, devem ser apresentadas pequenas recompensas como uma oferta básica para fazer parte do programa e, em seguida, encorajar os clientes recorrentes, aumentando o valor das recompensas à medida que o cliente sobe a escada de fidelidade. Isso ajuda a resolver o problema dos membros esquecendo seus pontos e nunca resgatando porque o tempo entre as compras e recompensa é muito longo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *