Mercado de vending machines continua crescendo e ainda existe uma demanda reprimida

O mercado de vending machines ou máquinas de venda continua crescendo a passos largos no Brasil. Para este ano, a expectativa é de que o setor deve movimentar nada menos do que R$ 1 bilhão. No mundo todo, o faturamento anual deste tipo de negócio chega a US$ 250 bilhões, ou o equivalente a R$ 783 bilhões. Diferentemente do Brasil, a maioria dos países estão infestados de máquinas por todos os lados, dos mais diferentes tipos e produtos. Aqui, os condomínios, terminais de ônibus e alguns espaços como shoppings, zoológicos e parques ainda estão se habituando com as vending machines. E isso pode ser um ótimo indicador, pois mostra que o mercado tem muitas possibilidades de crescimento, e que existe ainda uma demanda reprimida.
As máquinas de vender mais populares que aparecem com mais frequência no Brasil são as de café, refrigerantes e snacks. Mas também existem algumas diferentes como as que vendem livros, maquiagem, doces e até acessórios para smartphones. Já no exterior é possível comprar jornal, chips de telefone, pizza, roupas, lagosta e até mesmo lavar o cachorro. Isso mesmo, existem em alguns países máquinas de venda de lavar os pets.
O curioso é que o avanço da tecnologia estimulou ainda mais a decisão do consumidor na hora da compra em vending machines. Como elas são normalmente realizadas por impulso, devido à atratividade dos produtos e à conveniência da localização, mesmo as máquinas mecânicas, onde as moedas são colocadas e é preciso virar a catraca para pegar o produto, nunca saíram de moda. Prova disso é a rede de franquias Mr Kids de máquinas de brinquedos e doces, que continua fazendo o maior sucesso entre as crianças e os adolescentes.
A rede que conta com mais de 140 franqueados e mais de 6000 máquinas espalhadas por todo o país optou pelo modelo mais tradicional de vending machines, importadas do Canadá e são instaladas em hipermercados, shoppings, aeroportos, padarias e vários tipos de comércio onde haja circulação de seu público alvo, que são as crianças. E para driblar o problema da falta de moedas no mercado, a franquia investiu na instalação de máquinas que trocam cédulas por fichas e viu o faturamento crescer 40% nos pontos em que o dispositivo foi instalado.
“Pesquisamos e vimos que não podíamos ficar reféns das moedas mesmo que nossas máquinas só funcionem com elas. Tínhamos que pensar em alternativas e esta máquina que converte dinheiro em fichas do mesmo tamanho de moedas de R$1 é a melhor opção, uma vez que ela ocupa pouco espaço no ponto e é de funcionamento bastante simples”, comenta Antonio Chiarizzi, diretor da franquia.
Outra história de sucesso com as vending machines é a startup i2GO. Marca de acessórios para smartphones com certificados de qualidade que são vendidos no momento em que o consumidor mais precisa. Os produtos ficam expostos em displays premium de acrílico e são vendidos em lojas de conveniência de postos de gasolina, padarias, mercearias, supermercados e outros pontos de grande movimento. Fundada em 2013 pelos empresários Marcelo Castro e Daniel Doho são amigos de infância e sempre pensaram em montar algo juntos que fizesse sucesso, a empresa acaba de alcançar a marca de 10 mil pontos de venda no Brasil e vende um produto a cada 5 minutos. Nesse primeiro semestre faturaram R$18milhões com a venda de produtos.
“Não existe empreendedorismo sem um bom planejamento de Marketing, o posicionamento de uma marca é essencial quando existem produtos que são percebidos pelos consumidores sem nenhum diferencial, já que a maioria vem da China, como qualquer outro”, explica Marcelo Castro, um dos fundadores da i2GO.
Para quem quer entrar neste tipo de negócio, diariamente novos hábitos e novos hobbies são abraçados. Portanto, o mercado brasileiro ainda tem um enorme potencial inexplorado para as vending machines. O empresário deve utilizar isso ao seu favor e junto com o seu conhecimento sair à frente dos concorrentes.








