Madero fecha primeiro semestre com faturamento de R$ 314 milhões e anuncia novos investimentos

Quase todos os alimentos servidos nos restaurantes da rede são produzidos na fábrica do Madero em Ponta Grossa.,

A rede de restaurantes Madero fechou o primeiro semestre de 2017 com o faturamento de R$ 314 milhões. O número é 62% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. A empresa, com sede em Curitiba, acaba de anunciar novos investimentos da ordem de R$ 40 milhões até o final desse ano, quando pretende encerrar o ano com 117 restaurantes, localizados no Brasil e no exterior.

Segundo o empresário Junior Durski, chef, fundador e presidente da rede de restaurantes Madero, o segredo nada mais é que manter o foco obstinadamente na combinação de alta qualidade com preços honestos. Uma das maiores redes de “casual dining” do país, a empresa buscou na verticalização de praticamente todos os seus processos, o caminho para assegurar o controle de qualidade desejado combinado a custos compatíveis e sempre sob controle. “A gestão verticalizada na produção, engenharia e logística nos permite maior autonomia, maior lucro, maior controle e completo domínio da tecnologia”, garante Durski.

Junior Durski: “Aprendi que é na crise que as melhores oportunidades aparecem”,

Praticamente todos os alimentos servidos nos restaurantes são produzidos na fábrica do Madero em Ponta Grossa, no Paraná. Os produtos chegam aos restaurantes de todo o Brasil por meio de uma frota própria de 24 caminhões. Insumos importantes como verduras, legumes e hortaliças são produzidos por famílias de agricultores selecionados pela empresa, que se tornam parceiros e garantem o frescor e a alta qualidade que chega às mesas dos restaurantes no sistema chamado pelos americanos de “farm to table”.

Quando a companhia decide abrir um novo restaurante, o Madero consegue viabilizar a nova unidade em 180 dias, sendo a obra em 90 dias, por um custo idêntico ao que tinha há 5 anos, assegura o presidente da rede. Durski explica ainda, que a gestão centralizada é o segredo para um rigoroso controle de custos e para a máxima redução de desperdícios, inclusive de postos de trabalho.

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, apesar do crescimento da rede, com novos restaurantes e novas contratações, o Madero reduziu seu turn over de 8% para 3%, por meio do desenvolvimento dos seus colaboradores líderes e de um expressivo programa de retenção de talentos.

Mas não são apenas os fatores internos que estão permitindo ao Madero manter seu padrão arrojado de crescimento. O cenário econômico adverso também tem contribuído para que muitos shoppings centers do Brasil ofereçam espaços para a abertura de novos restaurantes em condições muito favoráveis e impensáveis em épocas de melhor desempenho da economia. “A gastronomia e o entretenimento são diferenciais importantíssimos que ajudam a aumentar o fluxo de consumidores em qualquer shopping. Ter boas opções de restaurantes é garantia de ter sempre gente circulando. Conseguimos aproveitar todas as boas oportunidades e ofertas e isso está contribuindo decisivamente para o nosso crescimento”, explica o empresário, que aproveita o momento também para renegociar seus contratos mais antigos.

“Aprendi que é na crise que as melhores oportunidades aparecem”, continua Durski. “A maioria das empresas enxuga e corta tudo; reduzem o tamanho e abrem espaço para a concorrência. No Madero, aprendemos a fazer ao contrário. Quanto mais qualidade temos, mais os clientes retornam e novos clientes nos elegem. Podemos até cortar gorduras, mas não as veias. E a nossa principal veia é a qualidade. Nessa, não mexemos”, completa.

Seguindo suas crenças e com trabalho incansável, apenas considerando o primeiro semestre de 2017, o EBITDA do Madero (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação e excluindo efeito das despesas pré-operacionais, ligadas a aberturas de novas unidades) atingiu praticamente o mesmo número apurado ao final dos 12 meses de 2016. Comparado ao primeiro semestre de 2016, o crescimento foi de 208%.

“Assim como a lógica que orienta a nossa forma de pensar em alimentação, na gestão da nossa empresa também procuramos fazer o simples muito bem feito, com qualidade extrema e um cuidado quase obsessivo com detalhes e com a forma atenciosa como tratamos as pessoas e cada milímetro daquilo que fazemos. Este é o nosso jeito de trabalhar e de viver”, conclui o chef e empresário Junior Durski.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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