Tanto o atendimento personalizado quanto os robôs oferecem vantagens, mas antes de optar por uma modalidade de relacionamento com os clientes as empresas devem analisar o perfil dos seus consumidores

A cada dia que passa, mais empresas dos diversos segmentos, principalmente as de grande porte, estão apostando em chatbot, que nada mais é do que um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas. O objetivo é melhorar os resultados das centrais de atendimento ao cliente com a eliminação das filas e redução de custos. Isso agrada em cheio ao consumidor que visa um atendimento rápido e assertivo. Segundo pesquisas recentes, para 60% dos entrevistados a perda de tempo é o maior dano que uma empresa pode lhes causar, seguida de perda de dinheiro, que ficou 43% das respostas.

Só para se ter uma ideia, no mundo todo existem hoje cerca de 30 mil bots, ou robôs, em desenvolvimento, sendo mil deles no Brasil. Por aqui, até a equipe do cantor Luan Santana já está apostando nessa ferramenta: um chatbot oferece a agenda dos shows e atende os fãs. Outro exemplo é a Centauro, que precisava atender uma alta demanda de clientes em busca de informações sobre seus produtos, e enfrentava filas constantes no atendimento, com alto índice de abandono de chamadas, e consequentemente, perda de vendas.

Há pouco mais de um ano, a loja implementou um robô de chat em seu e-commerce, tornando a operação full time, reduzindo os custos de operação, zerando a fila de atendimento e atingindo 77% de retenção. Também podemos citar como exemplos de sucesso, o Bigode Passagens, que é um gato que busca passagens de ônibus e entende informações sobre origem, destino e dia da viagem. O site Mecasei.com tem a Meka, que é uma assistente virtual “especializada” em ajudar no planejamento de casamentos. Na área de governo, o Estado de Goiás conta com o robô Beto que ajuda a buscar informações públicas, como licitações e salários de governantes.

Além da esfera de relacionamento e engajamento, os chatbots podem ser poderosas ferramentas para diversas funções. Pode-se utilizar um robô para reter o visitante do site através do diálogo e gerar clientes para equipes comerciais, captando informações como nome, email e área de atuação. Os chatbots também podem transformar as extensas pesquisas de opinião e satisfação em diálogos amigáveis, evitando o tédio e a dispersão.

Agora, diante desses exemplos, cada empresa é um caso diferente. Portanto, os empresários devem lançar um olhar mais profundo para sua estratégia de negócios, bem como analisar a relação com os seus clientes para chegar ao formato mais adequado de atendimento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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