Mercado de certificados digitais continua crescendo, apesar da crise

Na contramão da crise, o mercado de certificados digitais continua crescendo. É que com a obrigatoriedade do uso do certificado digital, nas esferas estadual e federal, o número de emissões tem aumentado significativamente. Ou seja, as empresas precisam de uma identidade virtual para acessarem os sistemas do governo com segurança, como e-Social, e-CAC, o SPED contábil, enviar o Imposto de Renda, entre outros serviços. Além disso, as aplicações são desenvolvidas cada vez mais utilizando essa tecnologia como suporte de segurança.

Segundo relatório do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), as emissões de certificado digital nos primeiros sete meses do ano foram 8% maiores do que o mesmo período de 2016. Em nível de Brasil, a previsão é que até o final deste ano o número de certificações supere a casa 4 milhões. Entretanto, este número ainda é pequeno, já que o Brasil tem mais de 20 milhões de empresas ativas e apenas 25% desse total possui certificado digital.

Michel Medeiros: A Soluti aposta em inovação.

Eu conversei nesta sexta-feira (20) com o CEO da Soluti, que é a segunda maior empresa de certificação digital da América Latina, o executivo Michel Medeiros, e ele me disse que em Curitiba o crescimento de certificados digitais para novas empresas, este ano, foi de 10% e está acima da média nacional. Michel me explicou que este é um mercado bastante concorrido. Existem no País 85 autoridades de registro que cobrem 2500 pontos de atendimento.

Mas não são apenas as empresas que precisam ter o certificado digital. Segundo me disse o CEO da Soluti, as pessoas físicas também podem fazer a sua certificação digital. Prova disso é que o número de certificações digitais pessoa física também está aumentando. No caso de profissionais liberais, as categorias que mais têm feito uso do certificado digital são os médicos, advogados e contadores. Magistrados e funcionários de tribunais e órgãos do governo brasileiro também utilizam os certificados digitais para realizar suas atividades diárias, como lançar decisões, proferir julgamentos e de um modo geral praticar os mais diversos atos do processo eletrônico.

Michel Medeiros chama a atenção para o fato de que o certificado digital possui prazo de validade de 1 a 3 anos, dependendo do tipo. Portanto, as empresas ou pessoas físicas precisam constantemente renovar ou comprar um novo certificado digital.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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