Solução para o crescimento econômico está no investimento industrial e jamais no consumo

José Velloso:”O Brasil precisa de mais Brasil e menos Brasília”.

A saída para que o Brasil volte a crescer depois de três anos de recessão é o investimento na indústria de transformação, isso por conta de seu maior valor agregado e pelos melhores ganhos de produtividade. Este foi o caminho apontado nesta quarta-feira (8), em Curitiba, pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o empresário José Velloso, em solenidade que marcou os 80 anos de fundação da entidade, que reúne 7.500 indústrias e emprega mais de 300 mil trabalhadores. Segundo Velloso, se o País ficar dependente do consumo, jamais conseguirá crescer, ou seja, não se pode atingir um crescimento consistente através da liberação de recursos do FGTS ou do PIS, como o governo fez recentemente.

Falando a um grupo de industriais paranaenses, Velloso destacou que é necessário que o governo atue em alguns setores. O câmbio, por exemplo, deve assegurar a competitividade da produção e o consequente equilíbrio das contas externas. Nesse sentido, ele sugere, inclusive, a criação de um Conselho Cambial.

Outro pilar importante para um bom ambiente de negócios é a manutenção da inflação baixa. Nesse caso, a Abimaq acredita que o governo deve adotar uma política fiscal responsável, com limitação de gastos públicos em relação ao PIB, e eliminar todos os resquícios de indexação ainda existentes em tarifas ou preços administrados, em salários e em todos os contratos públicos e privados.

Também é fundamental para que o Brasil volte a crescer a implementação de juros adequados. Segundo Velloso, enquanto os juros continuarem elevados, não haverá investimento no setor produtivo. A entidade defende ainda a instituição de uma taxa básica de juros balizada pela inflação futura para remunerar o capital ocioso e os depósitos compulsórios.

Quanto aos impostos, a Abimaq propõe a adoção de uma carga tributária menor, mas isso somente acontecerá através de uma reforma tributária, que simplifique o modelo atual, melhorando consideravelmente a competitividade sistêmica do país.

Por último, o presidente executivo da Abimaq clamou em Curitiba por uma indústria fabricante de bens de capital cada vez mais competitiva. Mas, para que isso se torne realidade, o setor precisa o mais urgente possível se adequar ao novo modelo decorrente da quarta revolução industrial, ou seja da Indústria 4.0.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *