Próxima geração das empresas familiares está atenta à revolução digital e aposta na inovação

Leandro Camilo: a nova geração é ávida por tecnologia e inovação.

Os membros da próxima geração das empresas familiares não só do Brasil como de todo o mundo estão focados na revolução digital e a grande maioria acredita que a inovação é essencial para o sucesso dos negócios. Esta é a conclusão de um estudo global realizado pela consultoria PwC, com 135 membros da próxima geração de empresas familiares de 21 países, incluindo o Brasil.

Eu conversei com o sócio da PWC, em Curitiba, Leandro Camilo, e ele me explicou que o comportamento do consumidor está mudando em função das plataformas digitais e mesmo as empresas de mercados tradicionais têm muito a inovar. A pesquisa apontou que 82% da próxima geração acreditam que a inovação é essencial para suas empresas, mas apenas 15% veem essa área como um ponto forte de suas organizações. Por isso, 36% dessas pessoas dizem que se sentem frequentemente frustrados com a atual geração sênior porque sentem que eles não compreendem o potencial e os riscos do investimento na área digital.

A partir de uma análise dos entrevistados para o estudo, a PwC traçou os quatro perfis de membros da próxima geração que serão responsáveis por conduzir os negócios de suas famílias a uma nova área. O primeiro perfil foi denominado de Mordomos, que são as pessoas focadas na sustentabilidade de longo prazo da empresa e em preservar sua lucratividade, mantendo-se fiel a ideia básica do negócio.

O segundo perfil é dos Transformadores, que nada mais são do que os herdeiros que encaram a tarefa de realizar mudanças significativas na empresa da família, com conhecimento e apoio para fazê-lo.

O terceiro perfil é dos Intraempreendedores, ou seja, herdeiros cujas famílias abrem espaço dentro da empresa familiar para um empreendimento específico liderado por eles, tornando-se, efetivamente, um empreendedor dentro da empresa familiar.

O quarto e último perfil é dos Empreendedores, ou os herdeiros que têm seus próprios negócios alheios à empresa familiar, frequentemente em áreas completamente distintas.

Só para se ter uma ideia, de acordo com dados do IBGE e do Sebrae mais de 90% das empresas constituídas no Brasil são familiares e representam nada menos do que 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e 75% da força de trabalho. Neste sentido, os membros da próxima geração têm muito a contribuir com a inovação e digitização do portfólio dos negócios das famílias. Segundo me disse Leandro Camilo, as empresas familiares mesmo com os seus orçamentos restritos têm que se preparar desde já para os investimentos em tecnologia e inovação, caso contrário, terão dificuldades de continuar no mercado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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