Empresas do Paraná têm lucro superior às catarinenses e gaúchas e são destaque em ranking empresarial da Revista Amanhã e da PwC Brasil

O mau momento da economia brasileira em 2016, que viu o PIB murchar 3,6%, parece ter sido menos severo com o Paraná, que se fortaleceu diante dos Estados vizinhos do Sul na edição 2017 do anuário 500 Maiores do Sul. O anuário de Amanhã e PwC Brasil revela que as companhias do Estado se saíram melhor que as gaúchas e as catarinenses em indicadores importantes. A soma dos lucros das empresas do Paraná presentes no ranking foi de R$ 15,8 bilhões, ante R$ 9,9 bilhões das gaúchas, e R$ 7,9 bilhões das catarinenses. A margem média de rentabilidade no Paraná ficou em 7,9%, quase empatada com Santa Catarina (7,8%), e acima do registrado pelas empresas do Rio Grande do Sul (5,3%).
O Paraná também encabeça a soma dos patrimônios, com um total de R$ 105,8 bilhões – R$ 3,3 bilhões a mais que as companhias gaúchas presentes no ranking. A elite empresarial catarinense, por sua vez, obteve um patrimônio total de R$ 75,4 bilhões.
Outro embate entre companhias gaúchas e paranaenses se dá naquele que é o indicador mais importante de 500 Maiores do Sul: o Valor Ponderado de Grandeza, ou VPG (ver a fórmula deste indicador no tópico “Método”). Apenas R$ 1,2 bilhão separam o VPG total das gaúchas (R$ 126,8 bilhões) das paranaenses (R$ 125,6 bilhões). A outra situação de quase empate é a origem das empresas: 186 vêm do Rio Grande do Sul, e 185 são oriundas do Paraná, que este ano reforçou sua bancada com quatro companhias a mais na comparação com o ranking anterior.
A maior empresa paranaense segue sendo a Copel, seguida pelo Kirton Bank (ex-HSBC) – que deverá ter seu balanço incorporado ao do Bradesco e, portanto, é candidato a sair do ranking 500 Maiores do Sul. Em terceiro lugar aparece a Klabin, que na edição anterior aparecia na quinta colocação. Foram seis trocas de posição entre as Top 10 do Paraná. Entre estes casos está o de Itaipu, que recuou da terceira para a quinta colocação, em movimento inverso ao da Klabin. Itaipu chamou a atenção, ainda, pelo volume do seu lucro líquido, o maior do Paraná em 2016: R$ 3,8 bilhões.
Dentre os segmentos, o de maior destaque nos três estados é o de Cooperativas de Produção. “Percebemos um crescimento nesse segmento na comparação com o mesmo período de 2016”, aponta Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil, especialista em auditoria e asseguração e responsável pela consolidação dos resultados do ranking. Conforme aponta, as Cooperativas de Produção, segmento ligado ao agronegócio, tiveram um desempenho 24% superior no comparativo com outros setores.
Outro destaque desta edição fica por conta da queda na representatividade das empresas de comércio, seja no atacado ou varejo. A área caiu 47% como reflexo da crise econômica e redução dos níveis de consumo das famílias. “O prolongamento das incertezas e da instabilidade na economia fez os consumidores brasileiros mudarem radicalmente seus comportamentos de consumo. Os resultados de outras pesquisas da PwC, como a Total Retail, por exemplo, mostram que as empresas já estão diversificando seus investimentos e avaliando novos canais para atender aos novos hábitos de consumo”, emenda Biedermann.
Amanhã e PwC Brasil apontam também as empresas da região sul que se destacam em 30 diferentes setores. Em 13 segmentos, a maior – pelo critério de receita – é paranaense. Já por rentabilidade de receita as paranaenses são as líderes em 11 setores. Há, ainda, o ranking das 500 Emergentes, como são chamadas as empresas classificadas entre as posições 501 e 1000, igualmente ordenadas pelo critério do Valor Ponderado de Grandeza. A Redação da Revista Amanhã decidiu passar uma lupa nesta listagem e selecionar aquelas que apresentam os melhores desempenhos. O resultado é a lista 50 Melhores Emergentes, que estão ordenadas segundo a sua receita líquida. Nas dez primeiras posições entre as 50 Melhores, aparecem sete paranaenses, encabeçadas pela Kyb-Mando do Brasil S.A, fabricante de amortecedores sediada em Fazenda Rio Grande.
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista Amanhã e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).
Premiação
A cerimônia de premiação das empresas vencedoras será realizada no dia 22 de novembro na Expo Unimed, em Curitiba, a partir das 8h30. O evento contará com a participação de Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES, e do juiz Sérgio Moro. Informações para adesão: [email protected] ou 51 3230-3508. Confira aqui a programação completa do evento: http://www.amanha.com.br/pages/evento500maiores
Crédito da foto – Jefferson Bernardes








