Valor do frete e prazo de entrega são os principais motivos que levam o consumidor do comércio eletrônico a abandonar o carrinho de compras

Quando se analisam os resultados financeiros do comércio eletrônico, o que se nota é que o valor do frete representa um dos maiores custos e também acaba interferindo na compra do consumidor. Só para se ter uma ideia, o alto custo do frete chega a responder por nada menos do que 55% do total da taxa de abandono de carrinhos no e-commerce.

Esse porcentual foi calculado pela consultoria Econsultancy com base em quem possui cadastro no site. Porém, se forem incluídos os consumidores que não têm cadastro e abandonam o carrinho antes mesmo de se cadastrar, esse número aumentará consideravelmente. Eu mesmo, já abandonei diversas vezes o carrinho de compras na internet quando fui calcular o preço do frete. E só para citar um exemplo, ontem estava comprando uma chaleira elétrica pelo preço atrativo de R$ 30. Porém, desisti da compra online quando descobri que o frete passava de R$ 20, ou seja, representava mais de 60% do valor do produto.

Outro fator de desistência da compra e o consequente abandono do carrinho é o prazo de entrega. Muitas vezes as lojas trabalham com estoque reduzido e, para não serem surpreendidas, colocam um prazo maior que sua própria necessidade para a entrega. E aí, mais uma vez, vale pensar na experiência. O consumidor online busca conveniência, e se tiver que esperar muito tempo, poderá considerar mais vantajoso ir comprar o produto que está precisando durante um passeio no shopping. E num período de caixa apertado, não dá para perder a venda. Neste sentido, a parceria com transportadoras ou correios pode fazer a diferença. Por isso, na hora de fazer as contas e tomar decisões, os prazos de entrega e valor do frete devem estar de mãos dadas.

Se o consumidor der uma passada neste momento em alguns sites de compra, aproveitando as ofertas da Black Friday, encontrará mercadorias com preços bem atraentes, porém tem empresa prometendo a entrega apenas para o mês de janeiro. Já curiosamente a Casas Bahia promete que se a entrega atrasar, o produto ficará de graça.

Por último, a política de trocas é um item muito importante dentro do comércio eletrônico. Até hoje, em minhas pesquisas, vi poucas lojas que possuem políticas de trocas realmente honestas, bem como o direito ao arrependimento da compra. É evidente, que isso gera custos enormes de logística reversa, porém, a experiência de uma compra honesta é o mesmo que o consumidor ter a percepção de estar sendo bem cuidado. Por isso, é importante pensar sempre na experiência de compra, afinal todo lojista quer fidelizar o consumidor, para que ele volte a comprar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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