Microempresários estão otimistas com os negócios em 2018 e pretendem fazer investimentos e aumentar empregos
Seguindo o exemplo dos empresários de médias e grandes indústrias do Paraná, 60% dos pequenos e microindustriais paranaenses têm expectativas positivas em relação a 2018. Isso significa um aumento de cinco pontos porcentuais em relação a 2017 e o dobro do estimado em 2016. Apenas 5% dos microempresários do Paraná estão pessimistas para o ano que vem e 34% estão indefinidos. Estes números fazem parte da XXII Sondagem Industrial realizada pela Federação das Indústrias do Paraná em parceria com o Sebrae.
Eu conversei nesta terça-feira (12) com o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae do Paraná, Agnaldo Castanharo, e ele faz um balanço positivo do ano de 2017 para as micro e pequenas empresas do Estado. Segundo ele, apesar da crise e da turbulência política, as micro e pequenas empresas paranaenses geraram 70 mil novos empregos, muitas tiveram ganhos de produtividade e melhoraram a gestão das pessoas.
Só para se ter uma ideia, o Paraná conta hoje com 800 mil micro e pequenas empresas, sendo que deste total, 40 mil são do setor industrial. O gerente de Gestão Estratégica do Sebrae me explicou que há setores que enfrentam dificuldades, principalmente onde as novas tecnologias estão mudando as formas de negócios. A robotização, a inteligência artificial e a Indústria 4.0 estão entrando forte no mercado e as microempresas não podem ficar de fora, caso contrário irão sucumbir.
Para 2018, 42% dos micro e pequenos empresários pretendem investir em seus negócios e optaram por algumas áreas para destinar esses recursos. A maioria vai investir na melhoria de processos, produtividade, qualidade e desenvolvimento de produtos. Apenas 12% vão investir no comércio eletrônico e na pesquisa de novas tecnologias.
De acordo com o estudo da Fiep e Sebrae, 47% dos microempresários entrevistados afirmaram que irão utilizar recursos próprios para os investimentos planejamentos para o próximo ano; 26% utilizarão linhas de crédito governamental e 21% crédito de bancos privados.
Na avaliação de Agnaldo Castanharo, o ideal para o próximo ano é que os pequenos e microempresários busquem recursos nas cooperativas de crédito e nas seis sociedades garantidoras de crédito existentes no Paraná. Outra boa opção para 2018 é transformar seus fornecedores em parceiros de negócios.
Quanto ao emprego, com a reforma trabalhista que entrou em vigor no mês de novembro e a lei de terceirização, a previsão do gerente de Gestão Estratégica do Sebrae é que haja um aumento ainda maior no número de empregos do que o verificado este ano.
Localização
Indagados sobre qual a expectativa da empresa com relação à localização no Paraná, 64% dos microindustriais estão satisfeitos; 20% farão seus investimentos no Estado e 4,3% farão em outros estados. Apenas 8,6% prefeririam localizar-se em outro Estado.
Quanto à infraestrutura paranaense, apenas os portos (47,8%), aeroportos (26,7%) e ferrovias (50%) contam com aprovação parcial do industrial paranaense.
O estudo da Fiep e Sebrae também revela que 28,8% dos produtos paranaenses são consumidos pelas classes sociais B e C, 13,07% pela classe A e 11,4% pelas classes D e E. Dos bens de produção fabricados por micro e pequenas indústrias do Paraná (máquinas e equipamentos, matérias-primas, materiais intermediários, material de embalagem, produtos prontos), 17% são adquiridos por indústrias de bens de consumo duráveis; 13% por indústrias de bens de consumo não duráveis e 14,05% por indústrias de bens de produção.
A XXII Sondagem Industrial contou com a participação de 237 micro e pequenas indústrias do Paraná de todas as regiões e que empregam 17.500 trabalhadores.








