2018 promete ser um ano favorável para os negócios

Hoje é o último dia útil de 2017 e são grandes as expectativas para o ano de 2018. Na política, o circo eleitoral promete pegar fogo; nos esportes, o Brasil vai buscar sua redenção na Copa do Mundo após o vexame histórico de 7 a 1 para a Alemanha em 2014; e na economia, finalmente, depois de três anos de crise, o país deve iniciar uma trajetória de recuperação. O Banco Central está prevendo uma expansão da economia de 2,6%.

Nesse contexto, o ambiente de negócios tende a ser mais favorável para os empresários. Mas, como consequência, o jogo será mais competitivo. O desafio para as empresas é, desde já, adiantar-se à concorrência, o que exige um senso de adaptação para os novos tempos, com investimento pesado em tecnologia de ponta. Afinal, somente os mais aptos e eficientes sobreviverão.

O varejo continuará tendo grandes desafios. Entre os inimigos estão os vários feriados em dias úteis, provocando emendas e viagens. 2018 também será o ano da Copa do Mundo com jogos na parte da manhã, quando tudo parará, e ainda eleições presidenciais para ajudar o país a produzir e vender muito menos do que precisa para continuar na linha de crescimento.

Diante desse quadro, os empresários não podem perder tempo e devem aproveitar todas as oportunidades para vender. O aumento do tíquete médio deve ser uma das prioridades dos lojistas.

Já o departamento financeiro continuará sendo o principal foco de problemas de ordem burocrática das empresas em geral. Se não houver um controle total, poderá acabar levando as companhias à falência. Por isso, a gestão do fluxo de caixa será fundamental ao longo do próximo ano.

Na área da tecnologia, 2018 será o período em que o dinheiro sofrerá alterações. A grande discussão do momento é sobre as criptomoedas, se elas são algo real ou uma bolha especulativa. Eu conversei com especialistas em Finanças e eles me disseram que mais do que uma questão de especulação, a provável aceitação das criptomoedas nos principais comércios eletrônicos do mundo, poderá levar à uma aceitação por mais players, pulverizando seu uso, e consolidando seu papel no mercado.

Agora, independentemente de qualquer previsão, todas as empresas devem preparar seus caixas em 2018 para cenários otimistas, realistas e pessimistas.

É importante considerar que os negócios não conseguem sobreviver de palpites. Portanto, os empresários não podem mais se dar ao luxo de seguir operando sem um bom Planejamento Estratégico, Tático e Operacional, que dará muito mais respaldo às tomadas de decisões.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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