Grandes empresas e empresários brasileiros também são vítimas de fake news

Nunca se falou tanto de fake news, ou notícias falsas, como nos dois últimos anos. Antes da internet e do surgimento de novas mídias, a veracidade dos fatos não era questionada. Ou seja, tudo o que se publicava, acreditava-se que era verdade e pronto. Porém, com a popularização de sites, blogs e páginas nas redes sociais que alegam oferecer conteúdo informativo, fica fácil cair em armadilhas. O que tem se verificado é que empresários e grandes empresas estão sendo vítimas de matérias falsas, o que faz com que busquem serviços de gestão e gerenciamento de crise para se protegerem.

Um estudo realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, entre os meses de fevereiro e abril últimos, revela que 85% das nossas empresas estão preocupadas com o avanço das fake news. Os principais receios das organizações com as notícias falsas são os danos que poderão ser causados à reputação da marca, prejuízos à imagem da empresa, perdas econômico-financeiras e a própria credibilidade da companhia, que fica ameaçada.

A verdade é que para controlar a disseminação de boatos dentro das organizações, é preciso mostrar e comprovar a verdade, por meio de posicionamentos, documentos, abrindo as portas da empresa e até mesmo a realização de uma entrevista com a diretoria, como medida de transparência. E dependendo da dimensão que esses fatos tomarem deve-se comunicar os clientes, o público interno e das redes sociais, e pensar nas mensagens para os diferentes canais.

Para impedir que notícias falsas se espalhem rapidamente na empresa, as redes sociais devem ser constantemente monitoradas. Uma das maneiras para facilitar esse trabalho é por meio dos alertas do Google. Quanto mais tempo a publicação estiver no ar, mais pessoas serão alcançadas. Portanto, o objetivo é impedir — o mais rápido possível — que a informação se propague.

Outro ponto que deve ser analisado é que pesquisas apontam que 33% dos funcionários falam sobre a empresa que trabalham nas mídias sociais. No marketing de influência, eles são considerados como defensores da marca. Neste sentido, as empresas podem criar e distribuir histórias certas e “seguras” diretamente nas mãos dos funcionários para que eles postem e compartilhem e não espalhem notícias falsas.

Por último, notícias falsas não são divulgadas por jornalistas respeitáveis ou meios de comunicação tradicionais importantes, mas sim por operadores de canais de redes sociais e blogs diversos. As fake news até contém fontes, mas costumam ser vagas e geralmente não são rastreáveis. Portanto, as empresas e empresários devem ficar atentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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