Estudo da IBM prevê mudanças de postura nas organizações financeiras

A IBM está divulgando o estudo Em Direção á  Transparência e Sustentabilidade: Construindo a Nova Ordem Financeira” e revela que 90% das autoridades do governo e dos executivos do setor de finanças das Américas, Europa e ásia acreditam que as margens de retorno do passado ficaram para trás. Realizado pelo IBV – Institute for Business Value da IBM – a pesquisa destaca que essa indústria se reestrutura radicalmente e que as instituições financeiras, gestores de fundos e outras empresas do segmento precisam se adaptar ao novo cenário de margens menores, e se especializar em serviços valorizados pelos clientes em contraposição a portfólios de ofertas desenvolvidos internamente.

A análise contou com 2.754 participantes dos mercados de capitais, incluindo 1.076 investidores individuais e 1.678 executivos e autoridades do setor público, sendo 45 CEOs da América Latina, para determinar como as empresas do mercado financeiro devem se preparar para o futuro. O relatório aponta que os entrevistados enxergam a importá¢ncia de eliminar a complexidade e o excesso das atividades, a fim de migrar para um mercado mais transparente e sustentável. Eles também destacaram a necessidade de uma regulamentação eficaz para evitar os erros do passado. No entanto, cerca de 70% desses executivos temem que se essa reestruturação não for conduzida de forma eficaz, poderá prejudicar o processo de inovação. 

A pesquisa também mostra que as empresas do mercado financeiro e seus clientes não têm os mesmos valores. Mais de 60% dos clientes acreditam que seu fornecedor de serviços financeiros não está atendendo aos seus interesses e necessidades. Além disso, 80% das empresas financeiras se avaliaram como moderadas a fracas no cumprimento de suas promessas de foco no cliente, agilidade e estabilidade.

Com relação ao novo cenário financeiro mundial, os executivos apontaram as principais exiências para a transformação do segmento: maior transparência, necessidade de abordar capital e liquidez e alinhamento entre os incentivos das empresas e os objetivos dos governos e consumidores individuais.

Soma

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