Juros de empréstimo ao consumidor poderiam ser seis vezes menores

Estudo inédito realizado pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio/SP) aponta que existem diferenças enormes entre empréstimos de carteiras muito parecidas, como o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e o empréstimo pessoal. A taxa de juros média equivale hoje a 134% ao ano, sendo que a menor taxa é de 41% ao ano para o CDC em bancos e a maior é de 259% ao ano para o empréstimo pessoal em financeiras. Segundo o economista e  diretor-executivo da Fecomercio, os juros poderiam ser seis vezes menores se o consumidor optasse pelo empréstimo mais barato. E mesmo assim as financeiras e os bancos teriam lucro.

A Federação também avaliou a Selic, uma das principais taxas que contribui para a definição dos juros para o consumidor. De acordo com a análise, dentro de um peíodo de quase uma década, o custo de captação de bancos e financeiras e o custo de repasse final do dinheiro nunca foram proporcionais, e as contínuas quedas não estão sendo um estímulo para uma redução também para o consumidor.

A Fecomercio aponta algumas saídas para resolver a questão: 1) o governo deve reduzir a tributação, fiscalizar práticas abusivas e garantir acesso á  informação; 2) as instituições financeiras devem reduzir os custos administrativos e a margem de lucro; e 3) os consumidores devem pesquisar as linhas de crédito existentes e suas condições.

Soma

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