Diante das brigas entre sócios menos de 10% das empresas chegam à quarta geração

Por melhor que sejam elaborados os acordos entre os sócios de empresas, não estão descartadas brigas e divergências entre as partes. Os desentendimentos geralmente acontecem em função de falhas nos acordos, desentendimentos sobre questões empresariais e sucessões mal preparadas.

Embora não devessem ocorrer de forma alguma, especialistas consideram comuns as discussões entre sócios no ambiente empresarial. Nas grandes corporações, o palco das disputas acontece nos Conselhos de Administração e a briga quando é tornada pública traz sérios problemas para a empresa e seus sócios através da desvalorização das ações. Mas, na verdade, as micro e pequenas empresas, que compõem as sociedades limitadas, acabam sendo as mais afetadas por fissuras na estrutura societária. Só para se ter uma ideia, as brigas ao longo das últimas décadas são tantas que menos de 10% das empresas abertas estão chegando à quarta geração.

Eu conversei com alguns especialistas em gestão de empresas e pedi a eles que me apontassem os principais motivos de desentendimentos verificados atualmente entre os sócios de empresas. No caso de micro e pequenos empresários, muitos resolvem se associar para criar um negócio por necessidade financeira, o que aumenta o risco da empresa e da parceria não darem certo. O conflito de interesses acaba minando a parceria e para desfazer a sociedade a solução é uma ação judicial, que pode levar de três até seis anos.

Há também casos de conflitos de agenda, onde os próprios sócios exercem atividades ou são sócios de negócios que concorrem com a própria empresa familiar. Essa situação pode até causar espanto, mas é mais comum do que se imagina. Divergências em relação a estratégia empresarial têm levado a muitos desentendimentos entre os sócios.

Outro motivo de briga muito comum entre sócios é pelo desvio de dinheiro do caixa. Pesquisas chegam a apontar que 28% das brigas entre sócios foram fundamentadas por algum dano com prova numérica, como por exemplo, pelo desvio de dinheiro. Também são comuns as dissoluções de sociedade por questões pessoais, dificuldades financeiras, intrigas entre sócios e disputas de ego.

Resumindo, motivos não faltam para o surgimento de brigas entre sócios. No entanto, o ideal é manter uma relação de companheirismo e flexibilidade para contornar os problemas e dificuldades.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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