Frete mínimo reacende a discussão entre frota própria ou terceirizada

Depois da greve dos caminhoneiros em junho deste ano e a ameaça de uma nova paralisação há muitas expectativas no mercado sobre quais seriam os impactos do movimento no custo do transporte. Alguns estudos, como os realizados pela Esalq-Log/USP, apontam uma alta mínima no custo do transporte de commodities agropecuárias até os portos de pelo menos 70%, ou até 154%, se o contratante pagar o frete de retorno, com o caminhão vazio.

“Esse cenário tem levado muitas empresas a cogitar internalizar suas operações de transporte. Se por um lado é direta a identificação do impacto no custo operacional devido à adoção da tabela de frete mínimo, por outro é bem mais complexa a estimativa de como se dará essa operação”, completa o consultor Rodrigo Arozo, sócio da Diagma Supply Chain Consulting.

Segundo ele, o custo da aquisição de veículos é apenas um dos fatores a serem considerados. Outras questões precisam ser avaliadas, antes de se decidir pela frota com veículos próprios ou pela terceirização. Confira:

Propriedade dos cavalos, dos complementos ou do conjunto completo?
Qual a estratégia de aquisição e renovação da frota?
Qual o dimensionamento da frota necessária? Qual será o nível de ocupação desta ao longo do ano?
Qual o nível de flexibilidade necessário neste dimensionamento?
A operação própria deve ser utilizada para todas as rotas?
Motoristas próprios ou terceirizados? Qual o risco trabalhista nesta possível terceirização de mão de obra?
Como fica a manutenção da frota? Própria ou terceirizada?
Qual a estrutura interna de gestão necessária para a operação?
Quais impactos em sistemas ou funcionalidades adicionais de gestão, planejamento e controle serão necessárias?
Quais outros riscos operacionais podem surgir com o aumento da complexidade desta gestão operacional?

Arozo também aconselha que as empresas estudem eventuais ganhos com a gestão da operação e a aposta no relacionamento com as transportadoras, antes de se definir pela primarização.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *