Indústrias sofrem com os aumentos do PVC
O Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep), alerta que o PVC (Policloreto de Vinila), principal matéria prima para fabricação de tubos e perfis na construção civil, teve reajustes superiores a 23% em menos de 30 dias no mercado internacional. O mercado interno, por sua vez, iniciou há 60 dias a retomada dos preços, acumulando repasses da mesma ordem com perspectivas de novos aumentos para os próximos meses.
Abaladas pela crise mundial, as indústrias petroquímicas buscaram no primeiro semestre desse ano o realinhamento da produção, adequando-a. Atualmente, buscam recompor os preços e as margens do segundo semestre do ano passado. Segundo o presidente do Simpep, Dirceu Galléas, os empresários estão trabalhando no limite e não vão conseguir segurar o repasse para os consumidores, causando um forte impacto em diversos setores, principalmente na construção civil que utiliza uma grande quantidade de tubos e perfis. Os transformadores estão sofrendo o impacto dos aumentos e, segundo o sindicato o repasse dos reajustes é inevitável para que as empresas consigam se manter no mercado.
Braskem e Solvay no Brasil, únicos produtores desta matéria prima, acompanham a evolução dos preços no mercado internacional e os valores do Policloreto de Vinila – PVC oscilam de acordo com a oferta e demanda, tendo, preços cotados internacionalmente, ou seja, se subiu na ásia, sobe na Europa, EUA e também no Brasil.
Para Galléas, a indústria não tem medido esforços para levar aos consumidores produtos de qualidade e com preços acessíveis, mas está ficando insustentável a manutenção dos valores.








