Otimismo do empreendedor brasileiro só perde para Vietná e India
O Grupo HSBC está divulgando nesta terça-feira (14), em todo o mundo, a maior pesquisa já realizada com pequenas e médias empresas de mercados emergentes. O estudo monitora a confiança do empresariado no pós-crise, para os próximos seis meses. São avaliadas as expectativas em relação á retomada econômica, capacidade de investimento e de contratação de mão de obra das empresas. Pela primeira vez o Brasil entra na cobertura do estudo global, que acontece semestralmente e está em sua 6º edição.
Em sua estréia o Brasil ficou, juntamente com a Arábia Saudita, com 127 pontos, como terceiro país com maior índice de confiança, o que revela otimismo em relação ao mercado local. O Vietná ficou em primeiro, com índice de 150, seguido da ándia, com 128. Em relação á América Latina, o México ficou com 91 pontos.
O resultado geral aponta que os mercados que têm maior foco na economia interna apresentam um nível maior de confiança nos negócios, enquanto os mercados abertos, mais dependentes de exportação, são menos otimistas.
O principal condutor de confiança do empresariado brasileiro está focado no otimismo do crescimento econômico do país. O empreendedor de Pequenas e Médias Empresas está otimista em relação ao mercado local. 50% das empresas pesquisadas esperam investir mais nos próximos seis meses. Existem dez vezes mais empresas que esperam contratar a demitir, nos próximos seis meses no Brasil.
A pesquisa foi respondida por mais de 3.400 empresas, sendo 300 delas no Brasil. Os resultados são representados por meio de índices que variam de 0 a 200, em que 200 representa o mais alto nível de confiança, 0 representa o mais baixo e 100, neutro. Foram pesquisados 12 países. São eles: Brasil, México, Hong Kong, China, Taiwan, Malásia, Indonésia, Singapura, Vietná, ándia, Emirados árabes e Arábia Saudita.
Segundo o Banco Mundial, o setor de pequenas e médias empresas já representa 60% do PIB dos Mercados Emergentes e 70% da força de trabalho. A importá¢ncia do estudo fica assim evidenciada além do fato do Grupo HSBC ter em sua carteira global mais de 2,6 milhões de pequenas e médias empresas como clientes. Como resultado, a estratégia global da instituição é de conquistar 60% de sua receita nestes mercados e 40% nos desenvolvidos.
Para Daniel Zabloski, diretor de PME do HSBC no Brasil, o estudo ajuda a alavancar ainda mais o conhecimento do HSBC no setor, o que resulta no lançamento de novos produtos e serviços que promovam o desenvolvimento dos pequenos negócios, antecipando-se para as oportunidades de crescimento apresentadas por esses mercados.
በinegável o quanto a crise afetou as pequenas e médias empresas também no Brasil, mas felizmente estamos vendo uma retomada efetiva, que pode ser percebida na confiança do empreendedor para os próximos meses. Por conta disso estamos aumentando e flexibilizando nossas linhas de crédito para dar o suporte necessário aos nossos atuais e futuros clientes,†afirma Zabloski.








