Imcopa supera meta de produção de óleo de soja

A Imcopa, maior indústria de soja e derivados não transênicos do Brasil, com mais de 5 mil toneladas de soja processadas ao dia, superou sua meta de produção de óleo comestível no mês de junho. Das 600 mil caixas previstas a empresa chegou a 641 mil, que foram direto para a comercialização. Para o mês de julho a previsão é de 900 mil caixas vendidas. Em maio uma nova refinaria de US$   3 milhões começou a funcionar em Cambé, região de Londrina, norte do Paraná. A empresa também instalou na unidade uma linha de envase de óleo, adquirida na Alemanha por US$   7 milhões. O resultado dos investimentos foi o aumento imediato da produção. 

De acordo com o diretor de operações da indústria, Enrique Traver,  há uma demanda muito grande e, até novembro a indústria quer comercializar 1,2 milhão de caixas de óleo de soja mensais para suprir o fornecimento dos clientes. Em 2008 a Imcopa, que produz também lecitinas e principalmente farelo, processou 1,8 milhão de toneladas de soja. Com sede em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, a empresa foi a primeira fabricante brasileira de óleo de soja não transênico certificado a informar ao consumidor a origem de sua matéria-prima no rótulo do produto.

Em Cambé, a Imcopa tem capacidade para refinar 500 toneladas de óleo de soja por dia e sua nova linha de envase pode produzir até 36 mil frascos de 900ml por hora. A capacidade de estocagem de grãos na unidade é de até 120 mil toneladas, além de poder esmagar 2,4 mil toneladas por dia. Com a instalação da refinaria e da linha de envase, a empresa aumentou em 10% o número de funcionários em Cambé. Entre as mudanças estratégicas realizadas recentemente pela Imcopa também está o lançamento do óleo da marca Leve em embalagem PET (garrafa em polietileno tereftalato), antes comercializado em latas. A distribuição do produto, que acontecia somente em Curitiba e Região Metropolitana, está sendo expandida para os estados das regiões Sul e Sudeste. O intuito da empresa é explorar melhor o mercado nacional. “No internacional, que exige certificados de não-transgenia e sustentabilidade já temos uma boa penetração. Queremos agora que o consumidor brasileiro tenha a chance de consumir um produto
dessa natureza”, disse Traver.

Os produtos garantidos quanto á  rastreabilidade ganham espaço em todo o mundo e a Imcopa não quer ficar de fora. Há quase dez anos a empresa já rotula o óleo soja convencional com a informação “alimento não transênico”. Os selos Non-GMO, que comprova o rastreamento do processo industrial desde a semente até o produto final, e ProTerra, que assegura o não desmatamento e a não utilização de mão-de-obra infantil ou escrava na cadeia produtiva, também estão impressos no rótulo. Exportado para a Austrália, Nova Zelá¢ndia, áfrica do Sul, Europa, Coréia, China e Japão, o óleo de soja da marca Leve é o mesmo que pode ser comprado no Brasil.

Soma

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