Redução de poder da área financeira pode evitar manipulação de balanços

As fraudes nos balanços praticadas por empresas e bancos, que levaram á  crise financeira mundial, só poderão ser evitadas se as áreas financeiras das empresas não tiverem mais o poder de manipular dados em balanços, minimizando bons resultados em anos bons e maximizando maus resultados em anos ruins, como ficou evidente em vários momentos da crise econômica. A opinião é de John Wells, presidente do IMD, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo, com sede na Suíça.

Para Wells, líderes responsáveis têm que ter, necessariamente, uma visão de longo prazo, mas isto pode levar a conflitos com investidores ou acionistas que demandam resultados imediatos. Nesse sentido, a solução para problemas como este passa pela compreensão de que muitas empresas que buscavam resultados imediatos fecharam suas portas, foram vendidas, incorporadas ou perderam sua independência, o que exige uma reflexão sobre o que os controladores das empresas querem para o futuro.

De acordo com Wells, é impossível atuar de modo responsável em organizações que não tratam os empregados de forma justa e equilibrada. Ele assinala que muitos executivos dirigem times de gestores por meio do estresse, estimulando a competição e levando-os á  beira de uma crise de nervos, o que é uma péssima idéia. Segundo ele, é evidente que a forma como os executivos de empresas e bancos vinham sendo remunerados, com participação em ganhos em função do crescimento do valor das ações, promoveu distorções que ajudaram a aprofundar a crise econômica. Nesse sentido, ele acredita que as empresas deveriam mudar a forma como remuneram seus principais executivos, evitando alinhar ganhos e desempenho de ações e considerando outros elementos na composição da remuneração.

Soma

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