Indústria se prepara para enfrentar a concorrência chinesa
Para enfrentar a agressividade da concorrência chinesa, alguns setores da nossa indústria preparam um contra-ataque. O objetivo é recuperar o mercado perdido. O alvo são os chamados bens de consumo não duráveis, como roupas, brinquedos, calçados, acessórios e utilidades para o lar, que saem dos portos diretamente para as prateleiras do comércio varejista.
Só para se ter uma idéia do que representa a concorrência chinesa, hoje, 45% do nosso mercado de brinquedos é ocupado por produtos da China. No caso de calçados, 20% dos calçados vendidos aqui são provenientes da China.
A estratégia da indústria para combater as mercadorias chinesas vai de mudanças na produção até a redução de preço. A indústria de tecidos, por exemplo, está negociando a volta do acordo de restrição das exportações chinesas, que deixou de vigorar no ano passado. Já os calçadistas aguardam para agosto o resultado de uma investigação sobre denúncia de concorrência desleal, ou dumping. Eles também brigam por uma sobretaxa aos produtos chineses.Â
No caso de brinquedos, para vencer a concorrência chinesa, nossas indústrias, além de prever o lançamento de 1200 novos brinquedos, só este ano, está também reduzindo os preços em 5%. Mesmo assim, está difícil bater o brinquedo chinês. O preço médio de um brinquedo fabricado na China é de R$ 15 por quilo, ante os R$ 19 da média mundial.
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