Shoppings tendem a dobrar participação no varejo

A indústria de shopping centers desfruta de um vasto potencial no país. De acordo com o IBOPE Inteliência, o setor tem hoje uma participação de 21% no faturamento total do varejo. Com a qualificação que está em curso no setor, essa fatia pode chegar a até 40%.

Para o diretor de atendimento e planejamento do Ibope Inteliência, Antônio Carlos Ruótolo, o setor de shoppings passa por uma mudança de paradigma. Por muito tempo prevaleceu a visão de que este era um negócio imobiliário, o que conflitava com a realidade dos lojistas. Agora, temos verificado uma busca pela profissionalização do setor, apoiada em informações de mercado, cujo resultado é a predominá¢ncia de uma visão varejista, onde investidores e lojistas se tornam mais parceiros”, analisa Ruótolo.

Visando atender a essa demanda, o Cadastro de Shopping Center irá subsidiar tanto o trabalho de redes varejistas quanto os planejadores dos empreendimentos. Para estes profissionais, a ferramenta fornecerá dados como o perfil de cada shopping do país; a participação destes no mercado; a participação de uma loja no mercado; o potencial e a meta de venda de uma loja, bem como quais shoppings têm mais ou menos potencial em suas praças.

Com estas informações, o Ibope Inteliência espera oferecer um suporte na tomada de decisão dos empresários do ramo. 70% do sucesso de uma loja é definido principalmente pela sua localização, isto é, pelo potencial do mercado local e pelo perfil do consumidor”, destaca Ruótolo.

De acordo com dados do Ibope Inteliência já disponíveis, os shoppings hoje têm mais gente gastando e em maior quantidade. De 2006 para 2009, houve crescimento de 40% para 45% entre os clientes que de fato realizaram alguma compra. Em 2006, a média de gasto com compras estava em R$ 107. Em 2009, o valor já alcança a soma de R$ 140, representando um crescimento de 31% (em valores já corrigidos pelo IPCA).

No tocante á s praças de alimentação, houve crescimento de 35% para 39% no volume daqueles que consomem um alimento quando visitam o shopping. Em 2006, a média de gastos com alimentação era de R$ 15 e, em 2009, essa cifra tem obtido a marca de R$ 23, representando um crescimento de 53% (igualmente corrigidos pelo ándice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA).

Em 2006, as classes A1 e A2 representavam 27% dos consumidores de shoppings. Atualmente são 30%. Nas classes B1 e B2, houve melhora de 44% para 49%, enquanto as classes C e D apresentaram redução de 29% para 21%.

Soma

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