Perdas no varejo chegam a 2,05% do faturamento
A 9ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), em parceria com a Felisoni Consultores Associados, Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Nielsen, registra perda média de 2,05% do faturamento das empresas em 2008. A apuração demonstra uma alta de 0,06 pontos percentuais em relação a 2007. O indicador baseia-se nas informações de 77 companhias, de todas as regiões do país, que participaram da pesquisa, representando 269 mil colaboradores e mais de três mil lojas, com faturamento conjunto de R$ 66,6 bilhões. A pesquisa analisou dados sobre perdas, causas e investimentos em prevenção de perdas.
Os principais fatores apontados pelos varejistas atuantes nos segmentos de vestuário, eletroeletrônicos, drogarias, home center/material de construção, supermercados e atacado para o aumento de perdas totais são a falta de investimento em prevenção de perdas, a abertura de novas lojas e o aumento de furtos. A maioria (66%) das empresas da amostra é oriunda do segmento supermercadista.
De acordo com o coordenador geral do Provar, Claudio Felisoni de Angelo, os resultados confirmam que a preocupação com prevenção de perdas ainda está concentrada em alguns setores e nas empresas de grande e médio porte. Apenas 69% dos respondentes informaram ter uma área estruturada para coordenar a prevenção de perdas no ponto de venda, porém esta é uma preocupação importante para qualquer varejista que deseja aumentar a lucratividade de seu negócio.
A pesquisa indica que, em média, as empresas investem em Prevenção de Perdas 0,63% do faturamento líquido. Entre os investimentos em Prevenção de Perdas destacam-se o uso de critérios mais rigorosos no recrutamento e na seleção de pessoal, os treinamentos para prevenção de perdas e a Comunicação de Prevenção de Perdas (mural de avisos, jornais/revistas/artigos). Quanto á s causas de perdas estão a quebra operacional, com 40,3%; os furtos externos, com 19,2%; furtos internos, com 18,9%; erros administrativos, com 14%; fornecedores, com 5,8%, dentre outras razões, somando 1,7%. Dentro desse contexto, os segmentos de supermercados, homecenter/material de construção e drogaria se destacam com um alto percentual na quebra operacional, registrando 46,44%, 29,92% e 28,65%, respectivamente.








