Nota técnica do Iapar ajuda produtores prejudicados pelas chuvas

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) acaba de divulgar uma nota técnica sobre as perdas que ocorreram nas lavouras paranaenses de trigo devido ao excesso de chuvas. A necessidade de elaboração do documento foi discutida durante reunião realizada no último dia 10 de setembro, com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Federação da Agricultura do Paraná (Faep)), Sistema Ocepar, Banco Central (Bacen), Ministério da Agricultura, Iapar, Embrapa e seguradoras.De acordo com a nota do Iapar, o trigo foi cultivado em 1,3 milhões de hectares nessa safra no Paraná, sendo que a produção estimada pela Seab era de cerca de 3,3 mil toneladas. Mas as condições atípicas do clima, especialmente as chuvas acima da média, comprometeram o rendimento das lavouras. Desta forma, os pesquisadores ressaltam a importá¢ncia do apoio do governo federal aos triticultores paranaenses, devido á s perspectivas de frustração de safra que poderão afetar a economia do país e comprometer o plantio das próximas safras. A ideia é que o documento sensibilize o Bacen e o Ministério da Agricultura para que os agricultores possam ser indenizados pelos danos causados pelas condições adversas ocorridas neste ciclo.Segundo o  assessor técnico do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, a situação é preocupante, especialmente nas regiões Norte e Noroeste do estado, onde o excesso de chuvas propiciou a incidência de doenças fúngicas, como a giberela e a brusone, que vão ocasionar perdas consideráveis na safra de inverno deste ano. Isso ocorre justamente Justamente num ano em que os produtores atenderam ao chamamento dos governos, estadual e federal e aumentaram a área plantada. Somente na região de Londrina, as chuvas no mês de julho foi 282% maior que toda a média histórica e impossibilitou aos produtores um controle eficiente dessas doençasA nota do Iapar deve respaldar os agricultores com dados da pesquisa que comprovam as doenças causas por problemas da chuva. Segundo Mafioletti, a  expectativa é de que os triticultores tenham acesso á  indenização do Proagro e do seguro agícola devido a essa peculiaridade.

Soma

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