Carrefour não deve deixar o Brasil
Notícias publicadas pela imprensa nesta terça-feira (29) dão conta que o grupo de supermercados Carrefour pode ser obrigado a retirar a bandeira francesa do Brasil, Rússia e China, países emergentes que compõem o Bric. Apenas a letra “i” da sigla ficaria de fora, pois a rede ainda não chegou á ándia. Segundo especulações no setor, os acionistas estariam pressionando o Carrefour a se desfazer de suas operações como forma de capitalizar o grupo. A pressão surge após uma queda de quase 30% no valor das ações do Carrefour desde que os acionistas entraram no capital do grupo, em 2007. Eles detêm 13,5% da empresa.
No site do Carrefour, o comunicado aos acionistas, no primeiro quadrimestre deste ano, demonstra que a crescente deterioração econômica impactou os hipermercados em particular e cita as dificuldades enfrentadas pelas lojas da Espanha, Itália e Bélgica. Entretanto, a boa performance foi assegurada por uma agressiva política de descontos e melhoria nas vendas de alimentos.
A venda das operações do Carrefour em países emergentes já tinha sido considerada antes, entre 2005 e 2007. Mas pode ser questionável agora, já que é nesses mercados que o grupo atinge os maiores índices de crescimento. No Brasil, o Carrefour montou o seu terceiro maior mercado mundial, perdendo apenas da França e da Espanha. በhoje a maior rede no país, com 34 anos de atividades em 17 estados, empregando 65 mil funcionários diretos. Em 2010, entretanto, deve perder a posição no ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), para o Pão de Açúcar, que comprou o Ponto Frio.
A resposta oficial do Carrefour, através de sua assessoria de imprensa, sobre as notícias publicadas, é de que a rede vai manter os planos de investir R$ 1 bilhão em 2009 e em 2010 no Brasil, com previsão de abertura de 70 lojas.








