A difícil tarefa de lidar com clientes mal humorados no atendimento

A difícil tarefa de lidar com clientes mal humorados no atendimento

As profissões relacionadas ao atendimento se tornam cada vez mais fundamentais em diferentes segmentos da economia e dos negócios. Porém quem lida diariamente nessa área sabe que “nem tudo são flores” e tem muitas histórias para contar, tanto de situações cômicas como de momentos estressantes e desagradáveis. É necessário realmente ter muito “jogo de cintura” para enfrentar situações imprevisíveis e inusitadas!

Uma das circunstâncias mais difíceis de lidar é quando os clientes mal-humorados se estressam ao telefone e ainda, mesmo quando estão errados, permanecem irredutíveis em suas posições. Isso é muito comum, pois vivemos num mundo de ansiedade e pressa, onde as pessoas querem tudo “para ontem”, numa afobação egoísta que nem sempre leva em conta o real tempo de as coisas acontecerem e o limite do interlocutor, que por mais que se esforce não pode quebrar regras e acelerar processos.

Mesmo com tudo isso, as companhias não podem abrir mão desses consumidores e correr o risco de perdê-los para os concorrentes. Por isso cabe ao profissional de atendimento usar de muita sabedoria e paciência para tentar contornar a situação da melhor maneira possível. Para sair dessa “saia justa” há algumas maneiras de facilitar a negociação com os mal-humorados:

1. Aperfeiçoe a comunicação

A boa comunicação é sempre a principal arma em qualquer tipo de situação constrangedora. Mas, diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, em momentos de estresse é necessário saber escutar — ainda que o discurso seja irrelevante — e só intervir quando houver oportunidade. Procure não demonstrar irritação na tonalidade da voz, seja empático e busque se colocar no lugar do cliente. Procure contornar a situação, tirando as dúvidas e apresentando soluções, sem, porém, falar demais.

2. Não leve para o lado pessoal

Os profissionais de atendimento não devem ser sensíveis demais e achar o tempo todo que o interlocutor está lidando com ele de forma pessoal, rejeitando, menosprezando ou sendo preconceituoso. Na realidade, ele nem sabe quem você é e se fosse outra pessoa a atendê-lo, agiria da mesma forma! Para lidar com o público é fundamental ter a capacidade de administrar situações onde as pessoas estão mal-humoradas e estressadas. Se colocar no lugar do outro é um bom exercício, pois o outro pode estar num dia difícil e cheio de problemas e inseguranças. Afinal, quem às vezes não passa por isso?! Tente criar uma sintonia, encontrar afinidades e somente então parta para o cumprimento do atendimento.

3. Linguagem corporal

O corpo e o tom de voz falam por si só, e ser um bom observador pode ajudar a antecipar-se aos problemas. Quando a pessoa já demonstra pressa ou impaciência no início da comunicação, isso é um sinal de que deverá ter mais tato no atendimento. Se perceber que ele está apressado, seja mais objetivo e direto.

4. Demonstre real interesse

Infelizmente, vivemos numa época onde a maioria das pessoas estão mais frias (talvez por causa da pressa ou por se comunicarem mais de forma on-line ou por mensagens de texto) — muitos mal olham no rosto de pessoas desconhecidas —, por isso é fundamental demonstrar cordialidade e interesse no que o outro está falando. Evidenciar compreensão e desejo real de ajudar são bons sinais de que está atento à necessidade do consumidor.

5. Equilíbrio emocional

Quem exercita o equilíbrio emocional não disputa com o interlocutor falando mais alto ou usando de aspereza. Se o cliente está irritado e nervoso, o atendente deve se diferenciar e demonstrar calma e serenidade. É inteligente não se deixar contaminar!

Situações incômodas fazem parte da vida e podem ser a oportunidade para colocar em prática criatividade e inteligência para gerenciar crises, ainda que momentâneas. Além disso, educação e paciência são as atitudes certas para que as situações de estresse não piorem ainda mais. Ao lidar com essas situações com maturidade e equilíbrio emocional, também evita repetir o mesmo papel desequilibrado da outra pessoa.

O artigo foi escrito por Robson Costa, que é CEO da Encanto Design de Experiências.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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