Mercado de aplicativo espera movimentar US$ 6,3 trilhões até 2021

Mercado de aplicativo espera movimentar US$ 6,3 trilhões até 2021
Bruno Ducatti.

No Brasil, mais de 60% dos adultos declaram ter um smartphone, de acordo com pesquisa divulgada este mês pelo Instituto Pew Research. Entre as economias emergentes, o país lidera, se posicionando à frente de nações como Filipinas (55%), México (52%) e Índia (24%). Empreendedores apostam neste cenário para criar apps funcionais

O mercado mundial de aplicativos para smartphones está em franco crescimento. O comércio eletrônico representa a mola motriz que impulsiona este crescimento alimentando este segmento trilhardário, segundo a empresa App Annie, que analisa o mercado mobile. A expectativa é que o Mercado de Aplicativos movimente até US$ 6,3 trilhões até 2021.

O Brasil segue a tendência e o mercado de app’s está a pleno vapor. O brasileiro gasta, em média, mais de três horas por dia usando aplicativos em aparelhos de celular, como aponta um outro levantamento, da consultoria digital App Annie. O estudo avaliou dados da App Store e da Google Play e levantou que os usuários têm, em média, entre 70 e 80 aplicativos instalados, entretanto só fazem uso de metade deles, cerca de 30 a 40.

Para o empreendedor e desenvolvedor de novos negócios digitais, Bruno Ducatti, o crescimento do mercado tem estimulado cada vez mais a criação de plataformas inteligentes, seguras e intuitivas. Para ele, no quesito criatividade o Brasil também lidera.

“Por aqui, a criação de aplicativos leva em conta o inusitado. Nossa criatividade não tem limites neste setor”, afirma Ducatti.

Bruno é co-fundador do “Vet Smart”, projeto que consolidou o jovem no setor de tecnologia mobile. Os aplicativos, um voltado a cães e gatos, e outro a bovinos e equinos; são considerados a principal solução do país de apoio a tomada de decisão clínica e emergência e médicos veterinários. “Em um ano de existência o Vet Smart é o aplicativo de veterinária mais baixado e acessado da América Latina”, celebra.

CRIANDO APLICATIVOS

O empresário elaborou oito dicas para criar um aplicativo de sucesso, veja:

1. Esteja preparado para uma longa jornada

Você está nessa para que seu App seja conhecido, baixado, utilizado e ganhe o mundo, portanto, elabore um plano de negócios adequado com estratégia de crescimento, projeção de custos e faturamento. Saiba onde você deve estar por pelo menos 2 anos.

2. Escolha a linguagem de desenvolvimento ideal

Seu App será nativo ou híbrido? Em quais sistemas operacionais e devices ele estará disponível? Conheça os prós e contras das linguagens mais atuais e acessíveis. Lembre-se que você precisa lançar rápido e ter fôlego financeiro para melhorias no seu produto na medida que avança no seu plano e colhe feedback de seus usuários.

3. Pesquisa pelas soluções que já existem

Parece óbvio mas muitas pessoas sequer procuram as soluções existentes nas Stores (App Store e Google Play). Antes de tudo, pesquise e explore palavras chave relacionadas ao seu aplicativo e encontre, baixe e navegue por tudo que estiver disponível, seja no Brasil ou no exterior. Veja como se posicionam, quem é a desenvolvedora por trás, quais as funcionalidades e se há qualidade no que oferecem. Você deve buscar ser único para obter sucesso e se diferenciar. Saber quando o jogo já está ganho também é muito sábio.

4. Tenha certeza que você está resolvendo um problema real

Conheça seu público-alvo, crie a persona e delimite-o (não tente abraçar o mundo). A partir daí investigue quais os problemas elas possuem em suas rotinas, como elas lidam atualmente com estes problemas hoje, como seu App se propõe a resolver os mesmos problemas mas de forma mais eficiente e principalmente, descubra se elas estariam dispostas a pagar por suas soluções. Você vai conseguir inputs valiosos para o desenho de sua solução e modelo de negócio

5. Seja rápido

Essa aventura não é barata, então você e sua equipe precisam ser eficientes para economizarem recursos e obterem vantagens através da alta velocidade em tomar decisões acertadas. Crie o roadmap do projeto e saiba o começo, meio e fim de cada etapa, considerando o período de análise de resultados. Você avançará sistematicamente com resultados tangíveis.

6. Design: o primeiro contato

Não adianta. É a primeira impressão! Ela é importante como dizem. É por meio do design que o usuário sentirá confiança em seguir ou não com o aplicativo. Faça um trabalho bonito e profissional. Valorize a colorimetria aplicada aos processos gráficos e identifique quais tons se adequam ao seu segmento. As formas e fontes também serão cartão de visita.

7. Aposte na usabilidade

No App, o usuário é o rei. É necessário que haja investimento para que ele tenha uma experiência prática e inteligente, e não abandone o aplicativo antes mesmo de chegar na “cereja do bolo”. Fuja de operações burocráticas e que requerem muito tempo. Facilidade é uma das chaves para reter o usuário fixado a telinha.

8. Entenda as regras de Otimização de Busca nas Stores (ASO)

Seu App precisa ser encontrado nas Stores. A forma mais comum de seu App ser conhecido é pelos mecanismos de buscas da App Store e Google Play. Entenda as regras de cada uma delas em relação a ícones, screenshots, vídeos, descritivos, palavras-chave e categorização. Crie cada um desses itens com excelência. Você precisa garantir que seu App será encontrado por quem realmente pesquisar por ele e que essa pessoa seja impactada verdadeiramente a ponto de realmente baixá-lo e utilizá-lo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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