Transformações do mercado PET desafiam profissionais do setor

Transformações do mercado PET desafiam profissionais do setor

Se há 30 anos, o pet exercia basicamente uma função de guarda, hoje ele ocupa lugar de destaque na cama e no coração dos donos. Essa evolução, batizada pelo presidente da Petz, Sérgio Zimerman, como “do pet da porta pra fora para o pet da porta pra dentro” abriu um amplo leque de oportunidades e desafios. Essa foi a tônica do evento de abertura da 7ª. Semana de Educação Executiva do FGV Management, que ocorreu na semana de 18 a 22 de fevereiro, na FGV.

Trata-se de um mercado entre R$ 28 milhões e R$ 33 milhões, o que torna o Brasil o terceiro maior do mundo em faturamento e o segundo maior em volume. Seu tamanho e sua complexidade estimularam a FGV a criar um curso de curta duração abordando as suas diversas fases.

Segundo Pérsio Talarico, coordenador do curso, a qualidade da formação profissional não acompanha o ritmo de crescimento do mercado pet, que abrange áreas como petfood (ração), petcare, petvet e petserv “O setor precisa se modernizar e fazer frente aos novos hábitos dos consumidores, que já chega bem informado seja à loja de ração ou ao próprio veterinário. E existem oportunidades nas intersecções quem unem esses quatro segmentos” afirma.

Talarico explica que o curso é focado para um perfil empreendedor e deve abordar temas de conhecimento do mercado, suas particularidades, noções trabalhistas, protocolos e outras normas de procedimento legais e relações com mercado.

Para José Carlos Rapacci, presidente da Mars Petnutrition, divisão da multinacional Mars que responde por marcas consagradas como Whiskas, Pedigree, Royal Canin e uma rede global de hospitais veterinários e clínicas de diagnóstico, o mercado brasileiro ainda tem um grande potencial de crescimento. “O crescimento da população de animais, cachorros, gatos e outros pets segue a ordem de formação de novos lares, não do crescimento populacional. Além disso, as pessoas estão mais conscientes das vantagens de se criar um animal de estimação”, explica.

Rappaci recorre a pesquisas que apontam que cuidar de pet melhora a qualidade de vida de idosos, ajuda no tratamento para crianças com autismo e contribuem para melhorar diversos indicadores de saúde, melhorando a qualidade de vida. Diante desse quadro, segundo o executivo, paulatinamente o público tende a investir mais para cuidar melhor do seu próprio bichinho.

Mesmo assim, ainda há desafios. Entre eles, Rappaci chama a atenção para o baixo índice de conversão calórica, instrumento utilizado no setor para medir a composição da utilização de ração como meio de nutrição de animais em relação a outros meios.

No Brasil, essa taxa ainda está em 42%, contra 100% ou uma taxa superior a 100% em outros países, o que indica que os animais estão comendo uma quantidade de ração acima de suas necessidades calóricas.

“Uma taxa de 42% no Brasil significa que muitos donos ainda oferecem alimentos, restos de alimentos ou prepara comida para seus próprios bichinhos, ignorando os riscos que a falta de ração pode proporcionar à sua saúde”, explicou.
Zimerman, da Petz, no entanto atribui essa baixa conversão calórica à desinformação, identificando nesse dado uma grande oportunidade. “Muita gente acha que dar parte do churrasco ou resto de comida ao animal é um ato de amor. Quando alertados dos riscos da quantidade de sal ou de açúcar, se conscientizam e passam a oferecer a ração adequada”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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