Desperdícios e fraudes afetam seriamente o caixa das empresas e geram um clima de desconfiança entre funcionários e chefes

Desperdícios e fraudes afetam seriamente o caixa das empresas e geram um clima de desconfiança entre funcionários e chefes

Os desperdícios e as fraudes têm comprometido seriamente o caixa de muitas empresas. No caso específico de fraudes, além de provocarem grandes perdas financeiras, trazem também outras consequências. Por exemplo, no âmbito do ambiente de trabalho, provocam um clima de insegurança e desconfiança entre os funcionários e suas chefias. No âmbito da direção geral da empresa, geram suspeitas e desconfianças sobre a capacidade de gestão de seus administradores. E, no âmbito externo, prejudicam a imagem da organização com o público consumidor.

Os empresários que estão querendo acabar de uma vez por todas com os gastos desnecessários e eliminar as condutas duvidosas devem tomar algumas decisões. A primeira delas é cuidar com os relatórios gerenciais que contêm informações truncadas, camufladas, ou mesmo falta de informações. Eu conversei com alguns profissionais da área de compliance e eles me explicaram que é comum alguns departamentos entregarem para a área financeira do negócio certos relatórios periódicos que justificam os gastos. Neste caso, deve-se aumentar a vigilância destes relatórios, principalmente se for constatado que eles estão muito resumidos e mal explicados; que não apresentam conclusões e, portanto, sem condições para que os gestores possam validar as informações.

Para não correr esse risco é preciso alterar a rotina de validação de informações periodicamente; inovar na gestão permanentemente e solicitar esclarecimentos pontuais.

Outra medida que deve ser tomada, é redobrar a atenção com a “caixinha” da empresa. Neste caso, todas as despesas devem ser justificadas, uma vez que é comum os departamentos criarem a chamada “caixinha” ou dinheiro extra para “eventualidades” ou emergências, que quase nunca são justificadas nos relatórios. Ou quando são justificados, fazem parte dos custos extras chamados “outros” ou “diversos”. Segundo especialistas, a “caixinha” é criada por comodismo ou descaso, ou então visa “disfarçar” um eventual complemento salarial ou ainda uma tentativa de encobrir falhas anteriores ou puro interesse pessoal visando benefício financeiro imediato.

O terceiro ponto importante é ficar de olho nos gastos “urgentes” ou “excepcionais”, uma vez que eles podem esconder incompetência. Normalmente, os gastos deverem ser planejados e aprovados previamente. O que surge como urgente ou excepcional, ocorre por colaboradores não comprometidos com as demandas internas da empresa; ou ainda por deficiência de processos de compras ou contratação de serviços ou profissionais que são beneficiados por fornecedores.

Se isso está acontecendo na empresa, deve-se mapear todas as exceções e urgências, revisar políticas internas, capacitar os empregados em todos os níveis da corporação e conscientizar e comprometer os principais gestores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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