No Brasil, mais de 50% das lojas de material de construção não têm gestão profissionalizada

No Brasil, mais de 50% das lojas de material de construção não têm gestão profissionalizada

A Juntos Somos Mais, primeiro ecossistema do segmento de varejo da construção civil que envolve empresas, lojas e profissionais da obra e que pretende transformar o setor, apresenta um raio-X segmentando as lojas de materiais de construção de acordo com seu nível de maturidade.

A empresa é detentora do maior programa de fidelidade do varejo de materiais de construção, o Juntos Somos +, que funciona como um plano de benefícios para lojistas, seus vendedores e profissionais da obra, e do maior marketplace B2B do setor.

Segundo a Anamaco, o varejo da construção brasileiro movimenta mais de R$ 100 bilhões ao ano por meio de aproximadamente 150 mil lojas de materiais de construção. O setor é formado, majoritariamente, por pequenos e médios comerciantes, dentre os quais 50% têm mais de 20 anos de experiência.

O estudo da Juntos Somos Mais classificou as lojas de materiais de construção do Brasil em classes A, B/C e D/E – similares às utilizadas pelo IBGE para estratificar a população de acordo com o status socioeconômico – e constatou que há amplo espaço para a modernização e profissionalização desses estabelecimentos.

As “classes” criadas pela empresa para mensurar o nível de profissionalização dos varejistas são baseadas em fatores como atendimento, sistemas de informação e profissionalização dos vendedores.

O raio-X conclui que os estabelecimentos se encontram majoritariamente (57%) nas Classes D/E, enquanto 31% estão nas Classes B/C e somente 11% podem ser considerados como pertencentes à Classe A em termos de maturidade de gestão.

A gestão familiar é adotada em 87% das lojas analisadas – dentre as quais mais da metade (51%) não têm profissionais capacitados para atuar no varejo. Além disso, apesar de 93% das lojas possuírem computador e internet, apenas 33% contam com leitor de código de barras e 45% possuem software de gestão.

Quando analisadas estritamente as lojas classificadas como D/E, os números são impactantes. Nenhuma dessas lojas possui gestão profissionalizada e apenas 30% possuem gestão familiar com alguma capacitação. Por sua vez, apenas 13% delas utilizam software de gestão, contra 85% das lojas nas classes B/C. Com relação ao time de vendas, apenas 28% das lojas D/E possuem equipe uniformizada, parcela que chega a90% nas lojas classificadas como B/C.

O estudo levou a Juntos Somos Mais a expandir o seu catálogo de prêmios e portfólio de empresas participantes, possibilitando ao varejista resgatar uniformes, cursos de gestão e, por meio da parceria com a Linx, ter acesso a softwares de gestão de última geração. “Com programa de fidelidade Juntos Somos +, as lojas e profissionais da obra acumulam pontos com a compra de produtos das 17 empresas participantes, que podem ser resgatados em mais de 500 itens voltados ao desenvolvimento da loja, capacitação da equipe de vendas e ferramentas para os profissionais de obra”, explica Antonio Serrano, CEO da empresa.

Desde o início do Programa, em 2014, já foram resgatados mais de 350 mil prêmios. A expectativa da empresa é que os resgates dos prêmios possibilitem um maior desenvolvimento das lojas e consequentemente uma “ascensão social” na pirâmide de classificação das lojas Classes D/E para as Classes B/C e destas para a Classe A.

A empresa acredita que pode contribuir também para o varejo entrar na era digital. Pensando nisso, a empresa anunciou o Sistema de Inteligência de Mercado – SIM – durante a 25ª edição da Feicon Batimat, feira internacional referência em construção civil e arquitetura, da qual foi patrocinadora oficial. A plataforma de inteligência, criada em parceria com a Neogrid, permitirá aos varejistas acessar dados sobre o comportamento do consumidor e sobre o mercado local, proporcionando o aumento da eficiência das operações e um serviço totalmente centrado no cliente.

Até 2020, a empresa planeja investir R$ 50 milhões na expansão do programa e no aprimoramento do ecossistema, adicionando novas funcionalidades e melhorando os benefícios para os participantes. “Nosso propósito é fortalecer e desenvolver o varejo de material de construção e os profissionais de obra do Brasil. Queremos transformar o setor!”, diz Antonio Serrano.

Critérios avaliados

Oferece água? E café?

Equipe está uniformizada?

Todos os produtos possuem preços visíveis?

Possui tabloide?

Possui sistema de monitoramento/segurança?

Quantos caminhões a loja possui?

Possui acesso à internet?

Quantos computadores a loja possui?

Possui leitor de código de barras?

Possui e utiliza uma base de clientes e obras cadastradas no computador?

Possui e utiliza um sistema gestão de estoque, tendo controle da posição de todo o estoque da loja?

Possui e utiliza relatórios do sistema de gestão?

Como é o modelo de gestão da loja?

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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