Empresários voltam a ficar cautelosos e Confiança de Serviços recua em agosto

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, caiu 1,1 ponto em agosto, para 92,3 pontos, após ter registrado duas altas seguidas. Em médias móveis trimestrais, o índice ainda se mantém em alta de 1,1 ponto.
“Depois de dois resultados positivos a confiança de serviços volta a patinar. O resultado de agosto mostra que os empresários voltaram a ficar cautelosos com os próximos meses, enquanto o volume de serviços no momento continua melhorando lentamente. Essa combinação de resultados e o patamar baixo da confiança sugerem que a recuperação do setor deve continuar gradual, sem perspectivas de aceleração no curto prazo”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.
Diminui demanda por serviços
A queda do ICS, que impactou 9 das 13 principais atividades pesquisadas, foi influenciada exclusivamente pelo Índice de Expectativas (IE-S), que recuou 2,3 pontos, para 95,3 pontos. Os dois quesitos que compõem o IE-S contribuíram negativamente para o resultado: o indicador da tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu 2,4 pontos e de demanda prevista nos próximos três meses diminuiu 2,0 pontos.
O Índice da Situação Atual (ISA-S) ficou estável este mês aos 89,4 pontos. O indicador de volume de demanda atual subiu 0,3 ponto e o indicador de situação atual dos negócios caiu 0,3 ponto.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços caiu 0,6 ponto percentual, para 81,8%.
Indicador de Desconforto
Com a estabilidade registrada em agosto pelo ISA-S, o índice em médias móveis trimestrais segue avançando pelo segundo mês consecutivo. Apesar da melhora da percepção do volume de serviços no presente, os empresários do setor ainda esbarram em limitações no andamento dos negócios.
O Indicador de Desconforto (composto pela média das parcelas padronizadas demanda insuficiente, taxa de juros e problemas financeiros como limitações a melhoria dos negócios) avançou pelo quinto mês consecutivo, confirmando o ritmo gradual da recuperação da confiança do setor.








