Estudo mostra que economia brasileira passa pela mais lenta recuperação desde 1980

Estudo mostra que economia brasileira passa pela mais lenta recuperação  desde 1980

Estudo da pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), Juliana Trece, aponta que a economia brasileira passa pela mais lenta recuperação desde 1980. Segundo o levantamento, apesar de o país estar em um período de expansão desde o 1º trimestre de 2017, este pode ser considerado, até o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2019, o período de expansão mais fraco da história nacional, dos últimos 40 anos.

“Na análise desagregada do PIB, sete atividades econômicas, das 12 analisadas, estão com o pior crescimento por trimestre, nos períodos de expansão, desde 1980. Este cenário não é nada animador tendo em vista que o Brasil passou, recentemente, por um dos piores períodos recessivos de sua história, seja com relação ao tempo de duração (11 trimestres), seja com relação à intensidade (retração de 8,2% do PIB, no período). Contudo, o que mais tem chamado atenção nesse último ciclo, é a lenta expansão da economia após a saída da recessão. Do 1º trimestre de 2017 até o 2º trimestre de 2019, a economia só cresceu 3,7%”, explica Juliana Trece.

A economista observa que 21 trimestres após o início das recessões, a economia brasileira nunca havia estado em situação tão ruim quanto atualmente, em termos de recuperação do nível pré-crise. Foi escolhido o período de 21 trimestres por ser o tempo máximo com informações disponíveis do 2º trimestre de 2014 (início da última recessão) até o 2º trimestre de 2019 (último dado divulgado pelo IBGE). Juliana Trece diz que depois de mais de dois anos de expansão, o PIB ainda está 5,0% abaixo de seu nível pré-recessão.

“Apenas duas ocasiões apresentaram retração, 21 trimestres após iniciada uma recessão, que foram nas recessões iniciadas em 1987 e 2014. No entanto, os 21 trimestres após a recessão iniciada em 1987, incorporaram também informações da recessão iniciada em 1989, enquanto que a recessão de 2014 contabiliza a perda de um período recessivo apenas”, pondera a pesquisadora do FGV IBRE.

Juliana Trece alerta que de alguma maneira, parece que a economia não tem fôlego para impulsionar uma retomada mais robusta. “Situação parecida não foi observada nem mesmo na década de 1980, conhecida como “a década perdida”. Em meio a uma crise fiscal preocupante, com uma relação dívida bruta/PIB próxima a 80% e incertezas com relação à aprovação de medidas para buscar solucionar os problemas macroeconômicos do país, a economia não tem conseguido reagir”, observa a economista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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