Obras de arte atraem investidores de classe média

Quem pensa que investir em obras de arte é coisa de gente rica está muito enganado. Esse mercado está atraindo cada vez mais os consumidores de classe média, que estão cada vez mais se interessando pelas obras de arte e a valorização até mesmo de peças mais baratas. Hoje, nada menos do que 80% dos atuais compradores de arte têm o perfil típico da classe média.

Mas, de acordo com os especialistas, assim como as demais aplicações financeiras, a arte exige conhecimento. E para quem está pensando em investir em obras de arte, alguns cuidados devem ser tomados, como por exemplo, a qualidade e o estado de conservação da obra, bem como a sua procedência e raridade. Outro detalhe: a paixão pela arte é um passo fundamental para o investidor ser bem-sucedido no negócio. Já o retorno financeiro é atraente, mas ocorre somente a médio e longo prazos.

Só para se ter uma ideia, algumas peças chegaram a quadruplicar de preço nos últimos dois anos, mas segundo o marchand Vitor Braga, que atua há mais de 33 anos no mercado, o segmento de obras de arte não é para amadores e não tem liquidez imediata. Podem ocorrer situações em que o vendedor precise do dinheiro rápido e tenha de colocar a obra á  venda por preço bem abaixo do seu valor de mercado. Outro conselho para quem está disposto a ganhar dinheiro com arte é apostar em jovens talentos que estão começando a aparecer.

A avaliação de uma obra de arte é difícil e não há ainda muitos instrumentos de análise mais concretos a serviço dos investidores. Entretanto, se o interessado tiver gosto pela arte, tudo ficará mais fácil. Dessa forma, mais do que qualquer investimento, é aconselhado que o investidor saiba e compreenda onde vai colocar o seu capital, se eduque e se informe sobre o assunto.

 

 

Soma

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