Professor da FGV analisa compra das ações da Petrobras antes do megaleilão do pré-sal

Professor da FGV analisa compra das ações da Petrobras antes do megaleilão do pré-sal

Às vésperas de um novo leilão do pré-sal, muitos estão se perguntando se vale a pena comprar ações da Petrobras. O coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, faz uma análise, trabalhando com o contraditório, para ajudar a tomada de decisão. O professor da FGV ressalta, entretanto, que investir em ações é uma decisão pessoal, observando o perfil do investidor (conservador, moderado ou arrojado) e obedecendo a uma criteriosa análise das perspectivas de curto, médio e longo prazos da empresa na qual se pretende investir.

“Ninguém deve investir por indicação, mas sim por convicção. A Petrobras é líder em tecnologia para exploração de petróleo em águas profundas, destaque mundial na sua área de atuação. Seu custo de produção é da ordem de aproximadamente US$ 10, e o barril de petróleo está sendo negociado a cerca de US$ 50; a rentabilidade por barril, portanto, é boa e pode ficar ainda melhor caso haja um aumento no preço da commodity”, explica Ricardo Teixeira.

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Ricardo Teixeira: é provável que haja uma boa procura por ações da Petrobras.

O professor da FGV lembra ainda que, desde 2010, o preço das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) não ultrapassava a marca dos R$ 30,00. “Nessa segunda-feira, dia 4, estão sendo negociadas um pouco acima desse patamar. Fica a pregunta: estaremos perto do teto ou ainda haverá espaço para valorização?”, questiona o especialista em gestão financeira.

Um ponto favorável a considerar, segundo Ricardo Teixeira, no que se refere ao leilão desta quarta-feira, dia 6, é que o Brasil conseguiu se posicionar, em 2019, como uma nova fronteira para exploração e produção de petróleo. “É possível que haja, como aconteceu no último leilão, uma boa procura pelos ativos disponibilizados para venda. Uma boa parcela do que for arrecadado reverterá para a própria Petrobras, que assim reforçará seu caixa, o que poderá ter reflexos interessantes (a curto prazo) no seu resultado e consequentemente nos dividendos. Por outro lado, vale lembrar que a empresa ficará menor no mercado brasileiro, passando a ter mais competidores, o que exigirá (a curto, médio e longo prazos) investimentos em aumento constante de competitividade”, explica o professor da FGV.

Ricardo Teixeira alerta, no entanto, que o mercado mundial de petróleo, bem como as perspectivas de longo prazo para essa commodity, mudou muito nos últimos anos. Ou seja, o ambiente, portanto deve experimentar um grau ainda maior de volatilidade, o que poderá favorecer os investidores mais experientes em transacionar no mercado de ações.

“Assim sendo, provavelmente investirão em ações da Petrobras aqueles que apostam na variação positiva do consumo de petróleo (já que dificilmente haverá substancial aumento), possivelmente induzida por um novo ciclo de crescimento mundial (cenário pouco provável, mas não descartado). Podem investir também aqueles que, no curto prazo, entendem que a venda de ativos da empresa possa ter reflexos positivos nos seus resultados, tanto no que se refere a pagamento de dividendos, quanto na sua posição financeira”, esclarece Ricardo Teixeira.

Por fim, o professor da FGV adverte que aqueles que não têm experiência com o mercado de ações devem buscar aconselhamento profissional, tomando o cuidado de investir a partir do momento em que se sentirem pessoalmente seguros da decisão, a qual envolve risco.

“Com o baixo retorno projetado para aplicações de renda fixa, há uma tendência natural à migração de investidores para o mercado de renda variável. Toda a cautela deve ser tomada para que ninguém seja surpreendido por resultados adversos daqueles projetados. Há, portanto, que se diversificar e decidir onde e quanto investir a partir da análise criteriosa das perspectivas de cada aplicação. E nunca é demais lembrar que o segredo do sucesso continuado, com menor risco, está na diversificação tanto no que se refere aos setores quanto nas empresas escolhidas para investir”, aconselha Ricardo Teixeira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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