Empresários da infraestrutura estão otimistas com economia do país

Empresários da infraestrutura estão  otimistas com economia do país

O otimismo que empresários do setor de infraestrutura demonstraram estar até o final de 2022, ainda que cauteloso, já é um sinal de que a percepção deles com relação à economia tem mudado, após anos seguidos de crise. Isso porque, segundo um estudo realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), em conjunto com a EY, mais da metade dos 234 entrevistados que participaram da pesquisa afirmaram que acreditam em uma melhora no cenário econômico do país a longo prazo. O estudo é realizado semestralmente e está em sua segunda edição.

Dentre os respondentes, 56,4% declararam que estão otimistas no que diz respeito a uma possível melhora na economia do Brasil dentro de três anos. Por outro lado, somente 13,2% dos participantes disseram estarem pessimistas, enquanto 29,1% se consideram estáveis. O levantamento, realizado com o objetivo de contribuir com autoridades públicas, agentes institucionais e empresas na formulação de gestão de estratégias e de políticas públicas que promovam o desenvolvimento da infraestrutura do país, contou com a participação de profissionais em cargos de liderança, CEOs e tomadores de decisão de suas respectivas empresas.

Em contrapartida ao otimismo a longo prazo, dados da pesquisa comprovam que ante a primeira edição do estudo, o pessimismo dos empresários aumentou a curto prazo – dentro de seis meses. Entre os entrevistados, foi registrado uma alta de 6,8% na parcela daqueles com expectativas mais pessimistas (de 17,6% para 24,4%) e uma queda de 10,4% no número dos que possuíam expectativas mais otimistas (de 31,3% para 20,9%).

“Este levantamento é importante para que os responsáveis pelos investimentos no setor consigam ter uma percepção sobre como está a perspectiva dos tomadores de decisão da área, o que eles acham de como o governo vem dando atenção para a infraestrutura e o que esperam para os próximos anos”, comentou o presidente executivo da Abdib, Venilton Tadin, da Abdib.

Potencial para concessões e PPPs

Segundo 45,3% dos entrevistados, o Governo Federal é a instituição que possui maior potencial para a realização de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões no setor. Dentro desse cenário, 35,5% dos participantes avaliam que o Estado é o que possui mais capacidade de investimento na área, porém, para quase metade dos entrevistados (49,2%), esse potencial é pouco aproveitado. Já dentro dos Estados, a parcela dos que avaliam que o potencial para investimento é pouco aproveitado sobe para 65,4%.

O interesse para que os municípios façam mais também foi um ponto destacado neste levantamento, isso reforça que os entrevistados estão à procura de oportunidades de investimentos nas cidades. De acordo com 61,1% dos entrevistados, os municípios aproveitam pouco o potencial local para investimentos privados via concessões e PPPs, 5,7% a mais do que o registrado na pesquisa anterior.

Quanto ao grau de segurança jurídica para investimentos, a avaliação está negativa. Cerca de 32,5% consideram ruim ou péssimo, enquanto a parcela dos que acham ótima ou boa é de apenas 19,2%. “Segurança jurídica não é somente ter um ambiente legal e contratual imutável, mas sim contar com um contexto no qual soluções de conflitos e imprevistos possam ser abordados em um cenário onde exista a previsibilidade na tomada de decisões e confiança”, comentou o líder de transações corporativas para os setores de governo e infraestrutura da EY, Luiz Cláudio Campos.

Programa de Parceria de Investimentos

Outro ponto analisado foi o Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Segundo o levantamento, há uma estimativa de que até o final de 2019 haja um investimento de R$ 11,2 bilhões em propostas procedentes desta parceria entre Estado e a iniciativa privada. Atualmente, há 153 projetos concluídos com investimentos contratados na ordem de R$ 264,6 bilhões e 119 em andamento em setores como rodovias, aeroportos, ferrovias, energia, mineração e outros.

“O aumento perceptível da confiança a longo prazo nestes programas de Estado para o setor da infraestrutura faz com que o mercado acabe enxergando mais segurança no cenário e se sintam mais confiantes quanto a possíveis investimentos”, comentou Campos. Ainda segundo o executivo, algumas das características do PPI que garantem a visão positiva e mais credibilidade por meio dos empresários da área, são a previsibilidade, o aprofundamento técnico e a linguagem pró mercado.

A EY tem sido uma das principais parceiras em Programa de Parceria de Investimentos. Este mês, por exemplo, ocorreu o leilão de concessão da Lotex, serviço público federal de Loteria Instantânea Exclusiva e a EY foi responsável por prestar assessoria econômico-financeira e jurídica da companhia, além de participar de toda a gestão da estruturação da concessão. “A empresa está cada vez mais apostando em projetos como este: inovadores por natureza e capazes de gerar um grande impacto transformador no mercado”, finalizou Luiz Cláudio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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