10 motivos para começar 2020 investindo em Fundos Imobiliários

10 motivos para começar 2020 investindo em Fundos Imobiliários

Com a taxa de juros em baixa, os consumidores tradicionais estão buscando novas alternativas para alocar seus investimentos. A falta de entrega de um rendimento aceitável está tirando esses investidores da zona de “segurança” de produtos como poupança e fundos DI e levando-os a iniciar um novo caminho, voltado para obter melhor rentabilidade.

Uma dessas alternativas são os FIIs – Fundos de Investimento Imobiliário – produtos que estão ganhando cada vez mais espaço no mercado financeiro graças a algumas características, como rentabilidade rápida, isenção de IR, entre outros atrativos. Mas, na verdade, quais são os verdadeiros atrativos dos FIIs?

Bruno Nunes, diretor de Gestão da TG Core, gestora independente de fundos imobiliários, aponta 10 motivos para alocar os investimentos para essa categoria:

1• Você pode ter uma carteira diversificada. E baixo risco.

Investir em um FII oferece a oportunidade de acesso a vários empreendimentos com um baixo custo – o investimento inicial pode ser a partir de R﹩ 100. “Além disso, amplia o leque de ativos presentes na carteira com fundos que podem trazer rentabilidades diferentes, proporcionando um retorno médio mais equilibrado”, ressalta.

A diversificação reduz os riscos. “Com isso, o investidor resguarda seu patrimônio quando o desempenho de um fundo não for satisfatório, valendo-se do desempenho positivo de um outro fundo em determinados momentos”.

2• Gente preparada para gerir os fundos.

Os FIIs contam com profissionais qualificados para auxiliar os investidores. “Diariamente, eles estudam o mercado e buscam ativos que trarão resultados interessantes que com alto grau de assertividade, mitigando riscos e proporcionando melhores oportunidades para os investidores”, enfatiza Nunes.

3• Eles são “líquidos”.

A liquidez dos FIIs é uma das vantagens em relação ao investimento direto em imóveis. Grande parte dos fundos imobiliários possuem suas cotas listadas na B3, possibilitando que os investidores vendam seus títulos para terceiros. “É muito mais fácil fazer uma transação, ou mesmo várias, com valores pequenos, do que uma transação com valor mais alto”, reforça Bruno.

4• Venda de cotas por fracionamento.

Os FIIs permitem que suas cotas – títulos que representam uma parcela do patrimônio total do fundo – possam ser vendidas de forma fracionada. “Na maior parte dos casos, o investidor pode comprar ou vender quantas cotas ele quiser, sem que haja uma quantidade fixa. Caso ele precise de algum dinheiro com urgência, pode vender algumas cotas na bolsa de valores com agilidade”, destaca Nunes.

5• Têm pouca burocracia.

O investidor de FIIs não precisa se preocupar com as obrigações do empreendimento – impostos, certidões, anuências, legalização do imóvel, etc. Sua única preocupação será abrir uma conta em uma corretora que lhe preste um bom atendimento e ofereça as melhores opções de fundo.

6• É possível investir em ativos de grande valor, com pouco valor.

Ao se tornar um investidor de FIIs, é possível ter acesso a grandes empreendimentos – shopping centers, grandes centros logísticos, torres comerciais, hospitais, loteamentos urbanos, etc, porém com aportes de pequenos valores e quantidades fracionadas. “Com os FIIs, o investidor tem acesso às melhores condições de rentabilidade, mas também contribui para o crescimento de determinada região”, aponta.

7• O investimento inicial é baixo.

Os FIIs permitem ao investidor comprar apenas uma parcela de um ou mais ativos e receber dividendos por essa participação. “É possível investir aos poucos, dando uma boa destinação para aquela sobra de dinheiro de sua renda mensal”, aconselha Nunes.

8• Os dividendos são distribuídos periodicamente.

Segundo Bruno, por lei, a renda obtida com os empreendimentos investidos pelo fundo deve ser destinada diretamente aos cotistas em, no mínimo, 95% do resultado obtido no semestre. “Em grande parte dos casos, essa distribuição ocorre mensalmente, proporcionando um incremento na renda mensal do investidor”.

O diretor da TG Core enfatiza que o investidor pode utilizar esses recursos para cobrir suas despesas fixas ou mesmo reinvesti-los. “Isso faz com ele aumente o capital aplicado e, com isso, a renda recebida”.

9• Livre de impostos.

Os FIIs são passíveis de cobrança de imposto de renda sobre o ganho de capital obtido na operação. A alíquota é fixa – 20%. Já quando o assunto são os dividendos recebidos pelos cotistas, há isenção de IR para os investidores pessoa física.

Para ser isento, o fundo deve ser listado em bolsa e ter mais de 50 cotistas. E o investidor deve ter menos de 10% do total das cotas do fundo.

10• Atividade e inquilinos de qualidade.

Nos FIIs, não há dor de cabeça com inquilino problemático. Eles são proprietários de ativos de grande porte, destinados para aluguel de empresas com boas condições de crédito. “Os profissionais responsáveis pela gestão fazem o controle necessário para reduzir o risco de crédito, vacância e de outras situações adversas que impactem negativamente o desempenho do fundo”, conclui Nunes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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