Levantamento aponta aumento de 71,19% nos investimentos coletivos em 2019

Levantamento aponta aumento de 71,19% nos investimentos coletivos em 2019

O brasileiro está apostando mais em investimentos coletivos. Em 2019 foram contabilizados R$ 78.758.300,00 em aportes na modalidade, um número 71,19% maior em relação ao aportado em 2018 .

Os números foram levantados pela CapTable, a plataforma de investimentos em startups da StartSe, e levou em consideração as informações de rodadas concluídas em 13 plataformas de crowdfunding de investimentos com atuação no Brasil registradas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

Indicadores de crescimento

 De acordo com um dos co-fundadores da CapTable, Paulo Deitos, os números deste mercado nos últimos quatro anos e o atual momento econômico possibilitam traçar um cenário otimista para este ano. “Se compararmos os resultados anuais de 2016 e 2019, tivemos um aumento de 844% em quatro anos. Houve uma descoberta da modalidade pelas startups e a tendência é que os volumes a serem captados tornem-se maiores”. 

Confira os indicadores: 

APORTES EM CROWDFUNDING DE INVESTIMENTOS

Valores anuais captados:

2016 – R$ 8.342.924,00

2017 – R$ 12.836.000,00

2018 – R$ 46.006.340,00

2019 – R$ 78.758.300,00

Em 2019:

Captados por períodos

Primeiro Semestre: R$ 36.409.600,00

Segundo Semestre: R$ 42.348,700

Valores pleiteados pelas startups: 

2017 – R$ 7.700.000,00

2018 – R$ 69.500.000,00

2019 – R$ 124.800.000,00

Valor médio das ofertas:

2017 – R$ 650.000,00

2018 – R$ 1.400.000,00

2019 – R$ 1.200.000,00

Próximo unicórnio

De acordo com Giácomo Diniz, professor de Finanças no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) de São Paulo, a opção de buscas investimentos coletivos – em que qualquer pessoa pode se tornar investidora de uma startup com valores relativamente baixos – começa a ser vista como real por diversos empreendedores digitais.

“Em 2016 praticamente não existia. Em 2017 os números eram incipientes. Mas houve um crescimento gigantesco em dois anos. O que pode ter dado um impulso foi a descoberta da modalidade pelas pessoas. Há uma tendência no aumento dos volumes pleiteados”.

A própria CapTable é um bom exemplo de como esse mercado teve um bom momento em 2019. Criada em julho do ano passado tendo a StartSe como uma das sócias, conseguiu arrecadar R$4,25mi para cinco projetos que passaram por suas rodadas.

“Em apenas cinco meses foi possível confirmar o nosso foco de trabalho que é primar pela qualidade. Fazemos uma triagem rígida de todos os empreendimentos que querem fazer captação conosco para passar mais credibilidade aos nossos investidores. Afinal, temos a intenção de que daqui saia um dos próximos unicórnios”, explica Guilherme Enck, co-fundador da CapTable. 

Novo momento de investimento

Entre as fintech, e-commerce, healthtech e agritech que conseguiram captar dinheiro com a CapTable, se destaca a socialtech Trashin. A proposta de transformar lixo em dinheiro animou 460 pessoas que aportaram um total de R$1,1mi por 10% da empresa. De acordo com o CEO da startup, Sérgio Finger, entre as diversas opções para busca por investimentos, o que pesou na escolha de uma plataforma de crowdfunding de investimentos foi a facilidade e rapidez com que o dinheiro é levantado. “Esse aporte está acelerando nossos planos de tornar o nosso modelo de negócio em referência na América Latina”. 

Ao analisar os números, o professor de Finanças do IBMEC aponta que a taxa de juros SELIC em sua mínima histórica pode ser um dos fatores que explicam o aumento por essa demanda. “É possível desenhar um cenário de pessoas mais interessadas nesse mercado em razão dos perfil de risco ter aumentado para se conquistar ganhos financeiros maiores”. Paulo Deitos conta que percebeu esse movimento e disponibilizou cursos online de investimentos alternativos para democratizar o conhecimento sobre opções como as oferecidas pela CapTable neste momento de mudanças na economia. 

O chamado crowdfunding de investimentos (por um bom tempo chamado de equity crowdfunding, hoje em desuso) foi regulamentado pela CVM em 13/07/2017 através da Instrução Normativa CVM 588. De acordo com normas regulatórias, as empresas que querem fazer oferta pública de investimentos coletivos podem arrecadar um montante de até R$ 5 mi. Em plataformas como a CapTable, é possível que qualquer pessoa se torne investidora de startups com valores a partir de R$500,00. A CapTable faz parte da joint-venture CFG sediada em Porto Alegre (RS) e também abriga em sua estrutura a Cap Rate (investimentos coletivos no ramo imobiliário). 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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