Autopagamento e biometria são as tecnologias mais esperadas pelos consumidores no mundo

Autopagamento e biometria são as tecnologias mais esperadas pelos consumidores no mundo

A maioria dos consumidores pelo mundo espera que as redes varejistas implementem métodos de pagamento inovadores e tecnologias nas lojas para melhorar a experiência de compra. Essa descoberta faz parte da Global Consumer Survey, um estudo encomendado pela Wirecard, líder global de inovação em tecnologia financeira digital, que entrevistou 6 mil clientes em países da Europa, Ásia e Américas.

“Nossa pesquisa descobriu que a grande massa de consumidores está pronta para adotar novas tecnologias que vão melhorar a experiência de compra nas lojas e facilitarão a aquisição de produtos de acordo com suas preferências. Essas tecnologias não são mais truques ou restritas a empresas altamente tecnológicas, ainda que muitos varejistas não consigam ouvir seus clientes e acompanhar suas demandas”, comentou Markus Eichinger, EVP Global de Estratégia de Grupo da Wirecard. “Em um momento em que as lojas físicas estão lutando para competir com as vendas on-line, combinar pagamentos com outras tecnologias é uma etapa fundamental para agregar valor aos clientes.”

1. Principais conclusões:

Global e regionalmente, os consumidores desejam usar novas tecnologias que tornem a experiência de compra mais conveniente. Isso inclui o uso de:

• Aplicativo para comprar produtos usando o autopagamento, ou self-checkout (71% se disseram um pouco ou muito interessados);

• Um espelho inteligente que permita a visualização produtos adicionais, a solicitação de outros itens e a compra de mercadorias sem fazer check-out (65% um pouco ou muito interessados) ;

• Lojas sem atendentes como a Amazon Go (61% um pouco ou muito interessados);

• Realidade virtual (RV) para experimentar itens de vestuário antes de comprá-los online (61% de certa forma ou muito interessados).

No Brasil, os consumidores estão mais abertos à utilização de novas tecnologias em relação a outros países. Por exemplo, 82% dos brasileiros mostraram muito ou algum interesse em baixar um app para realizar autopagamento em lojas do varejo, contra apenas 57% dos norte-americanos e 51% dos australianos. A pesquisa também mostra que 77% dos brasileiros teriam interesse em uma ferramenta de realidade virtual que os ajudasse a experimentar uma peça de roupa antes de comprá-la na loja física. Nos Estados Unidos, apenas 42% dos entrevistados se disseram interessados nessa tecnologia.

2. Pagamentos móveis são uma certeza

Os pagamentos móveis são importantes para os consumidores, e tudo indica que serão uma realidade em breve. 44% dos entrevistados disseram que deixariam de comprar em uma loja física se ela não oferecesse formas de comprar usando o celular.

Quando perguntados sobre qual desenvolvimento de tecnologia relacionado às compras eles gostariam de ver implementado para melhorar sua experiência de compra, 58% identificaram os pagamentos móveis como os mais importantes, seguido dos pagamentos biométricos e lojas sem caixa (45%), e a Realidade Aumentada (RA), com 25%.

3. Pagamento biométrico

A pesquisa da Wirecard indica que vale a pena para os varejistas implementar métodos de pagamento biométricos, como reconhecimento facial e impressão digital. Em todos os países analisados, três em cada cinco entrevistados estariam interessados ​​em usar dados para comprar produtos on-line (66%) e na loja (68%).

No Brasil, 81% dos entrevistados demonstraram muito ou algum interesse em utilizar a biometria para comprar na loja, e 76% para comprar online. Nos Estados Unidos, esse valor cai para 63% nas lojas físicas e 58% online.

4. Compras assistidas por voz

Dispositivos de assistência por voz, como a Amazon Alexa e o Google Home Hub, são muitas vezes descartados como ferramentas para fazer compras. No entanto, 57% dos entrevistaram concordaram que usar esses equipamentos facilitaria as suas compras, e 44% disseram que confiariam em pagamentos assistidos por voz para fazer suas compras semanais.

5. Os clientes buscam fazer a lição de casa online (enquanto estão na loja)

Sete em cada dez consumidores (74%) estão interessados​​em usar a tecnologia para pesquisar produtos enquanto estão na loja antes de comprar. Isso pode ser feito por meio de um aplicativo ou no próprio site da loja com o objetivo de saber mais sobre o produto que estão visualizando. Pelo menos 72% têm algum interesse em usar dispositivos da própria loja, como tablets, e 60% estão interessados ​​em usar realidade virtual.

“Muito longe de ser delírios tecnológicos, nossa pesquisa mostra que existe uma vontade clara dos consumidores em terem acesso à realidade virtual, compras assistidas por voz e lojas sem caixa. Algo precisa mudar se o varejo quiser recuperar a experiência das lojas físicas. O que os clientes querem é uma maior integração de tecnologia”, afirma Markus Eichinger.

A pesquisa independente foi realizada pela Vanson Bourne em nome da Wirecard no quarto trimestre de 2019. Foram entrevistados 6 mil consumidores com mais de 18 anos nos Estados Unidos, Brasil, Alemanha, França, Reino Unido, Singapura, Hong Kong, Austrália, Malásia e Tailândia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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