Projeto de Lei do Governo Federal propõe fim a obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas

Projeto de Lei do Governo Federal propõe fim a obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas

A Lei Federal 13.103, que entrou em vigor em 2016, tornou obrigatória a realização do exame toxicológico para emissão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E, e na contratação de motoristas pelo regime CLT. Desde a sua implantação, resultados efetivos foram registrados em todo o país, como a redução de 38% no número de acidentes com veículos pesados nas estradas brasileiras.

Mas essa obrigatoriedade, consolidada por números tão positivos, pode estar terminando, caso o Projeto de Lei que propõem alterações no Código de Trânsito Brasileiro, apresentado pelo governo Bolsonaro, seja aprovado. Dessa maneira, a exigência do teste seria revogada.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, as drogas fazem parte do cotidiano de um terço dos caminhoneiros brasileiros, que lutam para se manter acordados por longas horas em suas viagens. Números da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTOX), apontam que a cada dez exames toxicológicos positivos para uso de drogas, sete detectam consumo de cocaína. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, em 2017 foram registrados 89.318 acidentes graves nas estradas brasileiras, sendo 48% deles provocados por veículos pesados.

Cai número de habilitações

Desde a determinação da obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas, foi registrada a diminuição de 18%, de habilitações ativas para as categorias C, D e E em todo o país. De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) o número de licenças para motoristas passou de 6,2 milhões, em julho de 2016, para 5,1 milhões em julho de 2019, uma redução de 1,16 milhões de carteiras.

Tais dados divergem do crescimento geral das habilitações registradas no Brasil, escalando de 66,6 milhões para 72,9 milhões no mesmo período.

Exame toxicológico

Além de garantir a segurança nas estradas brasileiras, o exame toxicológico de larga janela de detecção é rápido e extremamente eficiente, detectando a presença de drogas psicoativas que se depositam nos fios de cabelo ou pelos, por um período de no mínimo 90 dias. Hoje, o exame pode ser realizado em laboratórios de todo Brasil e, de acordo com a legislação, o resultado deve sair em até 15 dias.

Para garantir a segurança e a confiabilidade do resultado, todo processo de coleta de cabelos ou pelos é realizada na presença de uma testemunha para garantir um resultado seguro. Quando o exame é feito a partir de cabelos, são necessários cerca de 120 a 150 fios com, no mínimo, 4 cm de comprimento.

Já em casos de coleta de pelos do corpo, é retirada uma quantidade equivalente a uma bola de algodão com 2 cm de diâmetro. São coletadas duas amostras – uma vai para análise e a outra fica armazenada pelo período de 5 anos, caso seja requisitada uma contraprova, no laboratório credenciado pelo Denatran para realização do exame.

“O teste analisa todas as substâncias requeridas por lei, dentre elas anfetaminas, metanfetaminas, maconha, cocaína e heroína. A legislação exige um prazo de até 15 dias para o resultado, mas contamos com uma estrutura para realizar a entrega do laudo em no máximo 10 dias. Pois como os condutores dependem da CNH para as suas atividades profissionais, sabemos que prazo diferenciado e qualidade são essenciais”, explica Shaiany Vellozo, assessora científica do DB Toxicológico (www.dbtoxicologico.com.br).

O DB Toxicológico, uma divisão grupo Diagnósticos do Brasil, é certificado pelo INMETRO, tem uma estrutura exclusiva de atendimento para exame toxicológico e responde por aproximadamente 15% dos procedimentos realizados no país. Pensando na segurança do teste, a empresa trata a cadeia de custódia dos exames taxológicos com muito rigor, que começa pela capacitação dos coletores.

Desde a implantação da ferramenta, quase 4 mil já foram treinados. Outro diferencial fica por conta da logística do grupo, que consegue atender a todo o mercado brasileiro com agilidade por meio de dezenas de unidades de atendimento e mais de 400 rotas que atendem, aproximadamente, 6.000 cidades.

Em caso de resultado positivo do exame para qualquer substância ilegal, o motorista terá a CNH suspensa e deverá aguardar três meses para realizar um novo exame. “Após a realização de um novo toxicológico, a suspensão da carteira pode ser revista caso o resultado seja negativo. Sabemos da importância destes trabalhadores para o país, e é importante que eles entendam que a lei beneficia a todos visando aumentar a segurança e, consequentemente a redução de acidentes em nossas estradas”, completa a assessora.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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