Sobrevivência de muitas empresas depende de expansão para o mercado externo

Sobrevivência de muitas empresas depende de expansão para o mercado externo
Mais do que simplesmente exportar, as empresas precisam se atentar a algumas questões que envolvem desde processos burocráticos e legislações até aspectos culturais dos países nos quais pretendem inserir os seus produtos. Devem ser levados em conta, ainda, questões operacionais relacionadas ao planejamento, custos e conceitos para o acesso a esses novos mercados.

De acordo com Eduardo Godoy Ribas, analista de Relações Internacionais do Sistema Fiep, a sobrevivência de muitas empresas depende da expansão para o mercado internacional. E essa decisão deve ser tomada de forma cautelosa.

“É preciso considerar o conjunto de fatores que interfere no processo – econômicos, sociais e políticos – além de fatores de ordem financeira da própria empresa”, comenta. “Uma decisão tomada de forma errada, impacta em todos os processos da instituição e, consequentemente, nos resultados e na rentabilidade do seu negócio”, pondera Ribas.

Para ele, os principais desafios que as empresas encontram ao exportar, são: o conhecimento de mercado, a estruturação do departamento de comércio exterior (pessoal, idioma, recursos), as questões cultural e comercial, o ambiente diversificado de negócios e a precificação para a exportação.

“O Brasil exporta mais commodities. Os produtos manufaturados têm espaço, mas dependem do desempenho da indústria. O acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai fazer com que as empresas se fortaleçam e se preparem ainda mais para a concorrência global”, ressalta.

Segundo Naijla Alam, também analista de Relações Internacionais do Sistema Fiep, um planejamento estratégico bem feito, aliado a um bom monitoramento do mercado, resulta num processo de exportação/internacionalização com muito mais chances de dar certo. “Em contrapartida, os benefícios da legislação brasileira são inferiores aos dos benefícios das legislações estrangeiras – o que dificulta alguns processos”, enfatiza.

Em relação à simplificação e desburocratização dos processos para a exportação, Naijla comenta sobre o Portal Único de Comércio Exterior, iniciativa de reformulação dos processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. “Com isso, procura-se estabelecer processos mais eficientes e integrados para desburocratizar o processo de exportação”, relata.

Riscos e barreiras ao Comércio Exterior

  • Por parte do exportador: falta de uma cultura exportadora e de uma estrutura profissional interna adequada;
  • Por parte do país exportador: excesso de regulamentações, falta de uma imagem correta do país exportador, políticas cambiais e instabilidade econômica;
  • Por parte do país importador: diferenças culturais, impostos de importação, normas técnicas, localização geográfica (custos com transporte), excesso de regulamentações (longos períodos para verificação de documentos), política cambial, presença de concorrentes locais, custos financeiros elevados no mercado, poder de pressão dos sindicatos (exigência de utilização de produto local);

Além disso, ainda existem as barreiras tarifárias e as não tarifárias. Sobre as não tarifárias, segundo Eduardo, as que são mais rigorosas são as barreiras técnicas, sanitárias e ecológicas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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