Pandemia do novo coronavírus gera insegurança sobre investimentos

A disseminação do novo Coronavírus fez com que governos e autoridades em todo o mundo acendessem alerta máximo para o controle da doença. O avanço do vírus, no entanto, tem causado reflexos também para a economia global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o caso como pandemia, contribuindo para a volatilidade do setor já afetado por disputas envolvendo o petróleo entre Arábia Saudita e Rússia. O resultado disso foi um comportamento completamente atípico da Bolsa de Valores e a insegurança por parte dos investidores.
Com duas paradas temporárias em apenas um dia (nesta quinta-feira, 12) e queda de 14,78%, estabelecendo novo recorde desde 1998, a Bolsa de Valores teve uma semana histórica nesse início de março. Foi ainda a primeira vez na história em que as operações foram suspensas quatro vezes em um período de tempo tão curto. A instabilidade cria hesitação também para aqueles com capital investido em aplicações.
A orientação, no entanto, é para que se mantenha a calma, conforme explica Douglas Correa da Silva, especialista em Investimentos da Unicred SC/PR. “É preciso fazer uma consultoria de investimentos com o especialista responsável pelos seus investimentos. Teremos muita volatilidade, mas as empresas continuam com uma boa perspectiva de geração de caixa”, explica.
De acordo com o especialista o momento é mais favorável para os investidores menos conservadores. “A renda variável se torna um ambiente atrativo para quem tem apetite à risco. Após o controle dessa pandemia as ações retomarão o crescimento se tornando uma ótima oportunidade de longo prazo, usufruindo de uma boa rentabilidade no futuro”, pontua Douglas.
A paralisação nas negociações da Bolsa de Valores, ou ‘circuit breaker’ ocorre sempre em que há quedas muito bruscas nos índices de ações. O mecanismo visa proteger investidores e mercado, tranquilizando os ânimos.








