4 em cada 7 brasileiros já sofrem as consequências financeiras do coronavírus

4 em cada 7 brasileiros já sofrem as consequências financeiras do coronavírus

Desde que chegou ao Brasil, no início de fevereiro, e segundo dados do Ministério da Saúde, o coronavírus já infectou mais de 2.900 pessoas e matou mais de 75. Sendo que esses números, infelizmente, não param de subir. No mundo, a Organização Mundial da Saúde já registrou mais de 24 mil mortes. 

Comparado à versão anterior do estudo, feita há quatro semanas, a parcela da população preocupada com a Covid-19 aumentou de 72% para 86% dos entrevistados, segundo estudo atual da Famivita. Inclusive, os jovens, que não fazem parte do grupo de risco, estão preocupados com o vírus.

O estudo ainda aponta que, economicamente, o impacto já está sendo sentido pela população. Segundo um estudo feito pelos pesquisadores Débora Freire, Edson Domingues e Aline Magalhães, da UFMG; entre os brasileiros, a camada de menor renda deve ser a mais afetada.

Portanto, o estudo identificou que, 4 em cada 7 entrevistados já estão sentindo os impactos financeiros negativos; e percebe-se um aumento do percentual em famílias que têm filhos. O Acre está no topo da lista dos estados com consequências econômicas negativas trazidas com o vírus; com 64% da população. Em São Paulo e Rio de Janeiro, 56% dos participantes também já estão sofrendo com os impactos financeiros negativos. 

Além disso, 5 em cada 8 participantes acham que as medidas adotadas pelo governo não são suficientes para conter a pandemia. Em São Paulo, estado com o maior número de mortes, 62% da população está insatisfeita com as medidas. Já no Rio de Janeiro, segundo estado com mais mortes, somente 34% das pessoas estão satisfeitas com o governo. O Paraná é o estado mais descontente com as medidas adotadas, sendo que somente 22% acham que o governo está fazendo tudo que pode.

Ainda, segundo o estudo, o estado mais preocupado com a pandemia é o Tocantins, com 93% dos participantes. Seguido da Bahia e da Paraíba com 91% e 90% respectivamente. Rio de Janeiro e São Paulo também estão no topo da lista, sendo que pelo menos 87% dos entrevistados estão preocupados com o coronavírus. Em todos os estados, o número de pessoas preocupadas é alto, e não chega a ser menor que 79%.

A preocupação é natural, por isso, é importante notar que, conforme dados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China (CCDC), mais de 80% dos casos analisados são brandos. Os grupos de riscos envolvem, pessoas com doenças pré-existentes e as mais velhas. Por isso, ficar em casa é tão importante! Para que o coronavírus não se espalhe para as pessoas que estão nos grupos de risco.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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